SELO BLOG FM (4)

Categoria: outubro 14, 2018

ÁUDIO: Rosalba revela que Fátima Bezerra não é a “mãe” dos IF´s e diz que senadora do PT é “oportunista e mentirosa”

Em um áudio que começou a circular os grupos de Whatsapp na tarde deste domingo, 14, a ex-gvernadira e prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini tira a máscara da senadora e candidata ao governo do Estado, Fátima Bezerra (PT), a quem classificou como uma pessoa ” aproveitadora, oportunista e mentirosa”.  Se dirigido na menagem de áudio a um personagem que identifica como “Josemar”, Rosalba revela que, ao contrário do que pensa expessiva parcela da opinião pública, não foi Fátima Bezerra quem viabilizou os Institutos Federais no Rio Grande do Norte, e sim a própria Rosalba quando exerceu o mandato de senadora.

PREFEITA ROSALBA CIARLINI GRAVA ÁUDIO E DIZ QUE FÁTIMA BEZERRA NÃO É A ‘MÃE’ DOS IF´S NO RIO GRANDE DO NORTE

FÁTIMA BEZERRA É CHAMADA DE OPORTUNISTA E MENTIROSA POR ROSALBA

Diz Rosalba no áudio: “Josemar, meu amigo, obrigado pela palavras que você colocou aí, com relação a minha pessoa, – é Rosalba que tá falando -, agora eu acho que é muito importante que vocês compartilhar, mandar para todos os grupos, mostrando a verdade: quem fez os projetos de lei e conseguiu aprovação dos IF´s, de todos esses que estão colocados ai, fui eu quando senadora. Na realidade, isso aí é a comprovação, e tem mais, foi já um projeto aprovado em ‘caráter terminativo’, que significa dizer ali já estava ‘ok’ e encaminhava para ser encaixado dentro do orçamento, e um dia se ter essas obras que são muito importantes para educação”, enfatiza a prefeita de Mossoró.

Rosalba Ciarlini, em outro trecho do áudio considera que é importante que o assunto chegue ao conhecimento da opinião pública potiguar, como forma de desmascarar a senadora petista que se coloca como sendo “mãe” dos IF´s no Rio Grande do Norte, sem ter tal mérito, segundo releva a própria prefeita de Mossoró. “É importante que todos saibam porque desmascara e mostra  quem é uma pessoa aproveitadora, oportunista e mentirosa. Então isso é uma mensagem que de ser passada para que todos entendam. Tem muitos alunos que não concordam, te,os pais, tem funcionários outros que estão ali, mas necessariamente todos concordam.  Então, um que discorde, que leve para fora e esclareça, isso é muito importante. Acho que nós devemos repor a verdade e que não haverá com certeza nenhum mal nisso, nenhum prejuízo”, reforça.

Após falas polêmicas, o general Mourão, vice de Bolsonaro, some de campanha

General Antônio Hamilton Mourão em entrevista no dia da eleição Foto: Ailton Freitas / Ailton Freitas

GENERAL MOURÃO TEM MOSTRADO UMA GRANDE CAPACIDADE DE COLECIONAR POLÊMICAS COM SUAS DECLARAÇÕES Foto: Ailton Freitas / Ailton Freitas

Antes onipresente, Mourão sumiu após o primeiro turno. Antes solícito, esquivou-se de entrevistas. Sua última declaração foi no dia da eleição, quando admitiu ter errado ao dizer que o neto era bonito e contribuía para o “branqueamento da raça”. O sumiço é um pedido da equipe da campanha. A capacidade de Mourão de colecionar polêmicas com suas declarações preocupava o entorno de Bolsonaro.

Mourão sempre ignorou a fama de falastrão. Disse que foi justamente a clareza com que expõe suas ideias que o aproximou de Bolsonaro na política.

— Ele sempre soube dos meus posicionamentos – diz o general de 65 anos

Mourão afirma que suas palestras de cerca de 45 minutos só agora começaram a ser criticadas. Em suas explanações, fala desde a formação do povo brasileiro até ao fato do neto de 10 anos estudar filosofia na escola. Foi em ambientes favoráveis que ele afirmou que o brasileiro herdou a “indolência” do índio e a “malandragem” do negro, e que lares apenas com “mães e avós” são “fábricas de desajustados.”

— Quando eu não era candidato ninguém dava bola para isso. Agora passou a ter repercussão – disse Mourão antes de sumir.

A declaração mais delicada de Mourão, que gerou uma reprimenda pública de Bolsonaro, foi uma crítica ao 13º salário. Mas, ao contrário de Bolsonaro, Mourão não se sente perseguido pela imprensa.

— Eu não fico chateado, porque creio na liberdade de imprensa, entendo como um valor. A mídia é feita para os governados, não para os governantes. Os governantes têm que estar sob pressão – diz. – Você vai apanhar sempre. Sei que estou suscetível a críticas.

Foi justamente após uma declaração polêmica que Mourão recebeu o convite de Bolsonaro para entrar na política, no fim de 2017. Na oportunidade, ele havia perdido o cargo de secretário de Economia e Finanças do Exército por defender a possibilidade da intervenção militar caso o Judiciário não conseguisse resolver “o problema político”.

Bolsonaro e Mourão se conheceram em 1986, quando eram tenentes no 8° Grupo de Artilharia de Campanha Paraquedista, no Rio. Em setembro daquele ano, Bolsonaro foi preso por 15 dias após publicar um artigo na revista “Veja” protestando contra os baixos salários. A convivência na Vila Militar, onde ambos moravam,foi curta. Em 1988, Bolsonaro foi eleito vereador.

— Sempre tivemos uma boa relação. Éramos uma dupla de amigos no Exército – contou Mourão.

É essa dupla de amigos que Mourão garante que os dois vão reeditar – e não uma versão verde oliva de Dilma Rousseff e Michel Temer. O fato de ser um general e estar subordinado a um capitão, posição inferior na hierarquia militar, não será uma questão.

— Isso não tem problema – afirma Mourão, cuja patente alta o blinda de ser questionado por outros integrantes da campanha.

O único assunto que Mourão se recusa a comentar é seu casamento com uma tenente-coronel do Exército, de 42 anos, marcado para depois das eleições.

— Isso é particular. Eu sou viúvo. A pessoa com quem eu convivo é divorciada. Nada mais natural que a gente se case – resumiu.

Fonte: O Globo

Festa do Boi 2018: Mulheres dominam pista da Corrida de 3 Tambores e mostram competitividade 

MULHERES SE DESTACAM NA CORRIDA DE 3 TAMBORES QUE ACONTECEU NA FESTA DO BOI

Engana-se quem pensa que o universo agropecuário é dominado pelos homens. Cada vez mais as mulheres estão conquistando espaço, e prova disso foi a Corrida de 3 Tambores que aconteceu neste sábado (13) na 56ª edição da Festa do Boi, dentro da Copa Potiguar da modalidade. As histórias das atletas são similares: já tinham convívio com cavalo nas fazendas dos familiares e uma aproximação com a vaquejada.

Kaline Machado é uma das atletas que representa o estado em competições pelo Brasil. Ela conta que o surgimento da modalidade no Rio Grande do Norte se deu há três anos e aconteceu porque alguns homens queriam inserir esposas, filhas e irmãs na rotina das vaquejadas.

“Foi a esposa de um deles que falou da vontade de correr nas pistas, mas não tinha nada que incluísse a mulher. Foi aí que eles trouxeram os 3 Tambores, e acabou unindo toda a família”, e acrescentou, “não são só os adultos que correm, tem a categoria Kids, Junior.
As nossas filhas correm 3 Tambores e nos incentivam”.

Kaline, que é vice-presidente da Associação Norte-Riograndense de 3 Tambores, afirma que a modalidade e o ambiente não registra nenhum preconceito com a presença das mulheres. “Não tem lugar para isso.
As mulheres abrilhantam os campeonatos de 3 Tambores e mostram competitividade. Os melhores tempos são feitos por elas, chegam a fazer em 17 segundos todo o circuito”, explica.

ATLETAS

A empresária cearense Andrea Macedo, na época de colégio, praticava  Hipismo. Com o fim dos estudos, sentiu falta de um esporte com cavalos. Em 2013, conheceu a modalidade e “não vou deixar mais”.
“É uma adrenalina muito boa. A mulher sempre lidou com a competição, seja no mercado de trabalho, nas tarefas do dia-dia, mas aqui a coisa é diferente”, contou a atleta que já foi convidada a competir em São Paulo.

Mas tem algo que desacelera Andrea, a perda do seu animal. O atleta, seja ele de qual gênero, tem um grande companheiro: o cavalo. Com o animal, eles formam uma dupla que devem fazer o circuito dos 3 Tambores com o menor tempo. “Eu perdi minha égua há dois anos e o coração ficou apertado. É difícil digerir uma perda, é o meu companheiro, minha dupla, mas não dá pra desistir, está intrínseco no meu sangue”.

No caso de Fernanda Nunes, as filhas de 11 e 4 anos são as grandes incentivadoras da mãe correr nas pistas. “A minha mais velha que me chamou para voltar a correr e é muito bom. Quando não tenho um resultado bom, ela me orienta, aconselha, chama a minha atenção nos erros. Amamos de paixão e as competições empolgam toda a família”.

Ana Catarina Dias, gestora municipal, relembra que quem gostava de montar a cavalo só tinha a vaquejada como esporte, e os 3 Tambores é mais uma opção que agrega diversos familiares. Hoje, depois de mais de três anos da modalidade instalada no Rio Grande do Norte, Ana garante que o RN é o estado mais forte no Nordeste, com competições organizadas, na modalidade.

“Temos atletas de alto nível com capacidade de disputar por igual com competidores do Sul e Sudeste. A cada campeonato, os atletas estão mais afiados, bem treinados e dispostos a ganhar”, comentou. Ela mesma ganhou no mês passado a prova Rufino Borba, em Pernambuco, na categoria Tira Teima, com a presença de homens, mulheres, profissionais e amadores; e na categoria Aberta, somente com atletas profissionais.

General Girão destaca a importância de eleitores de Bolsonaro votarem em Carlos Eduardo e diz que PT é um “partido criminoso”

ELEITO DEPUTADO FEDERAL DO PSL, GENERAL GIRÃO CONVOCA ELEITORES DE BOLSONARO PARA VOTAR EM CARLOS EDUARDO

“Eu estou trabalhando para isso”. A declaração é do deputado federal eleito, General Girão (PSL), que em entrevista ao BLOG DO FM destacou a importância de os eleitores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) votarem na candidatura do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Aves (PDT), com o objetivo final de “resgatar a bandeira do Brasil e do Rio Grande do Norte”. Conceituando o PT como “um partido criminoso”,  Girão revelou ainda que muitos eleitores que votaram na agremiação no primeiro turno passam agora a somar com a candidatura de Bolsonaro.

“Os brasileiros esclarecidos, que antes eram eleitores desse partido criminoso (PT),  estão vindos em apoio à candidatura de Bolsonaro, isso é importante. Errar é humano.  Já fomos muitos enganados no Brasil, desde a época de Sarney, com a inflação galopante, depois Fernando Collor, com aquela roubalheira. A gente precisa fazer com que o brasileiro entenda  que não temos bandido favorito”, enfatizou.

Para o General Girão, a carreata realizada neste sábado em Mossoró, que reuniu apoiadores de Jair Bolsonaro e Carlos Eduardo Alves, foi “mais uma demonstração democrática e voluntária do apoio ao regate do Brasil e do Rio Grande do Norte”.  O deputado federal eleito diz que o eleitor deve resgatar a bandeira do Rio Grande do Norte e do Brasil.

“O que nos identifica como eleitores de Bolsonaro, primeiro, é que nós somos patriotas e a nossa bandeira é a bandeira do Brasil, assim como a do estado que a gente nasceu e que mora.  Resgatar a bandeira do Rio Grande do Norte para nós tem que ser sob uma bandeira verde, amarela,  azul e branca, e não sob uma bandeira vermelha, que é o que esses ‘caras’ sempre fizeram. Eu lamento por quem faz opção por esse tipo de coloração de nossa bandeia, eu quando era jovem jurei defender a bandeira do Brasil e vou continuar fazendo isso.  Os eleitores de Bolsonaro estão vindo conosco para fazermos juntos esse resgate. Espero que a gente tenha sucesso ao final. Com a chegada do segundo tuno, espero que no dia 28 seja feita a vontade da maioria dos brasileiros”, destacou.

Girão comentou ainda a decisão do vereador Cícero Martins (PSL) de não apoiar a candidatura de Carlos Eduardo Alves. Segundo ele, trata-se de uma decisão pessoal que merece o seu respeito. Para o deputado eleito, Cícero Martins, é um dos vereadores que, na Câmara Municipal de Natal, “exerce uma tribuna sincera e honesta”.

O deputado federal eleito disse ainda que só entrou na política porque entendeu que os políticos resolveram fazer da política uma profissão. “Eu serei sempre um general do Exército, com muita honra. Estou fazendo política agora porque entendi que os políticos brasileiros resolveram fazer da política uma profissão. O Brasil não merece isso e nós temos que mudar essa rede de privilégios que fizeram pra isso”, assinala.

Carteira de Habilitação ganhara chip a partir de janeiro de 2018

Este ano, a Carteira de Habilitação teve várias mudanças. Em maio, documento passou a incorporar um QR-Code, permitindo mais rapidez na checagem de dados

ESTE ANO, A CARTEIRA DE HABILITAÇÃO TEVE VÁRIAS MUDANÇAS. EM MAIO, DOCUMENTO PASSOU A INCORPORAR UM QR-CODE, PERMITINDO MAIS RAPIDEZ NA CHECAGEM DE DADOS

A partir do dia 1º de janeiro de 2019, a Carteira Nacional de Habilitação vai passar por mudanças em todo o território brasileiro. A versão em papel, que já passou por modificações em sua estrutura para aumentar a segurança do documento, deixará de circular, e vai ser substituída por um cartão de plástico. Apesar da definição já ter sido tomada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), unidades estaduais, como o Detran-RN, ainda não sabem como a mudança vai ser implementada. Prazos, valores e procedimentos ainda não foram definidos, e aguardam uma reunião, ainda sem data, para decidir os trâmites.

De acordo com a Resolução 718/2017, do Denatran, “os órgãos e entidades executivos de trânsito dos Estados e do Distrito Federal deverão adequar seus procedimentos para adoção do modelo da CNH estabelecida pela presente Resolução”. Como a tecnologia utilizada pela nova CNH é distinta da anterior, a mudança vai gerar custos aos Departamentos Estaduais de Trânsito.

A TRIBUNA DO NORTE questionou o Denatran a respeito das estimativas desses custos e, ainda, quanto isso deveria custar ao bolso dos condutores que terão de fazer a nova carteira. O Departamento informou que “não tem ingerência quanto aos Detrans, cada um tem sua própria autonomia para efetuar a cobrança”.

Já o Detran/RN, através da assessoria de comunicação, informou que ainda não tem como se manifestar a respeito da implementação, tendo em vista que não foram acionados, ainda, pelo Denatran para falar sobre o assunto. O tema, de acordo com o órgão, deverá ser debatido na próxima reunião da Associação Nacional dos Detrans (ADN), ainda sem data para acontecer.

Entenda o novo modelo

O novo modelo de CNH deixará para trás o papel, e passará a ser de plástico, com mais recursos para evitar fraude, como um microchip que vai conter os dados do motorista. Com a mudança, o Denatran espera aumentar o prazo de validade do documento para a cada cinco anos, sem que seja necessário pagar uma taxa.

A novidade apresentada pela tecnologia abre as portas para que o documento de habilitação se torne mais universal no futuro, podendo servir para outras funções, como identificação biométrica e pagamento de transportes públicos coletivos, por exemplo.

Em janeiro deste ano, a CNH já sofreu mudança, quando passou a ser impressa em uma nova versão que contava com mais itens de segurança, de acordo com o Denatran. Foi incorporada uma nova marca d’água e mais itens holográficos que visavam impedir as fraudes do documento.

Já em maio, o documento passou por uma nova mudança, e passou a incorporar um QR-Code, dando um primeiro passo para a unificação das informações do motorista. Em alguns estados, como o próprio Rio Grande do Norte, ela também passou a ser oferecida na versão digital, e passou a poder ser acessada através do celular do próprio motorista.

A TRIBUNA DO NORTE questionou o Denatran se o documento digital perderia sua validade com a nova CNH. De acordo com o órgão, “a CNH virtual, a princípio, não sofrerá alteração em sua validade. Entretanto, e logicamente, à medida que o cidadão substituir o modelo atual de CNH pelo novo modelo, a CNH virtual também deve se adequar, haja vista ser o “espelho” da CNH do condutor”.
Novos materiais, novas possibilidades
1. Fiscalização mais rápida e offline (sem o uso de dados) utilizando telefones celulares, com acesso mais rápido ao histórico de infrações do condutor

2. Pagamento eletrônico de pedágios e serviços de transporte público

3. Controle de acesso prédios públicos e privados, como universidades e estacionamentos

4. Identificação através de comparação biométrica (as digitais estarão gravadas no chip e poderão ser usadas para validar a identidade em bancos, serviços públicos e certificados digitais

5. Aumento na segurança contra fraudes. O Denatran controlará as chaves de acesso aos dados do chip e, através de convênio, poderá permitir que outras entidades públicas ou privadas utilizem pastas ou aplicações específicas, sem correr o risco de leitura ou gravação indevida de dados protegidos/sigilosos”

Números
Situação até julho de 2018:

833.965 motoristas estavam cadastrados no Detran-RN

591.240 eram do sexo masculino

242.725 eram do sexo feminino

227.054 condutores no RN tinham CNH com QR-Code

3.381 condutores possuíam a CNH Digital no  Estado

Fonte: Tribuna do Norte

Bolsonaro tem apoio de 15 candidatos a governador e Haddad tem 3

O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) tem a preferência de candidatos a governos estaduais em quase todas as regiões, perdendo para Fernando Haddad (PT) apenas no Nordeste, tradicional reduto petista. Tal mapa de apoios segue o mesmo padrão dos resultados dos dois candidatos à Presidência nas urnas no primeiro turno.

Não se trata de mera coincidência, mas sim de estratégia eleitoral. Em alguns casos, os políticos regionais contrariam a direção nacional do próprio partido para aproveitar o bom momento de Bolsonaro, que ficou com 46,03% dos votos no primeiro turno, contra 29,28% de Haddad.

Dos 28 palanques disponíveis nos 14 estados que terão segundo turno para governo, o candidato do PSL já conta com o apoio de 15 candidatos, sendo que três são do mesmo partido. Por enquanto, Haddad conseguiu apenas três manifestações públicas de apoio para este turno, incluindo a da única candidata do PT. São dez candidatos que ainda não definiram apoio ou se declararam neutros.

Entre os candidatos aos governos estaduais, há uma tendência a seguir o discurso do presidenciável que obteve mais votos na região, aponta Eduardo Grin, cientista político e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

“Como no segundo turno muitos candidatos estaduais não possuem integrantes da sua legenda na disputa à Presidência, os diretórios nacionais dos partidos acabam liberando o apoio. Em muitos casos, há uma tendência de determinados candidatos apoiarem o presidenciável que representa algo parecido ao que ele defende”, afirma.

“Por exemplo, João Doria (PSDB) representa um antipetismo e, então, apoia o Bolsonaro. Até o seu discurso ficou mais agressivo para se aproximar do discurso do candidato do PSL”, diz o professor.

O PSDB, que disputou o primeiro turno com Geraldo Alckmin, disse aos eleitores do partido para decidirem o voto “de acordo com a sua consciência” e “convicção”. Enquanto Doria declarou apoio ao capitão reformado, a esquerda do partido optou publicamente por Haddad.

Grin se refere a declarações feitas pelo candidato tucano, que disputa o governo de São Paulo com Márcio França (PSB), em entrevista à Rádio Bandeirantes no dia 2 de outubro. “Não façam enfrentamento com a Polícia Militar nem a Civil. Porque, a partir de 1º de janeiro, ou se rendem ou vão para o chão”, disse Doria.

No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde Bolsonaro obteve ampla vantagem sobre Haddad, todos os candidatos que disputam segundo turno declararam apoio ao capitão reformado. Bolsonaro também recebeu o apoio dos dois candidatos a governo em Mato Grosso do Sul, em Rondônia e no Amazonas.

Para David Fleischer, professor e cientista político da Universidade de Brasília (UnB), essas aproximações políticas buscam votos diretos. “O candidato a governo quer ganhar a eleição, então, se um presidenciável teve muitos votos na sua região, é natural que ele busque esse público. Isso ocorre em todas as eleições”, diz.

Na tentativa de embarcar na onda bolsonarista, três candidatos do PDT contrariaram o posicionamento nacional do partido. Carlos Eduardo (RN), Amazonino Mendes (AM) e Juiz Odilon (MS) declararam apoio a Bolsonaro mesmo após o partido anunciar um “apoio crítico” a Haddad.

Grin ressalta que às vezes há diferenças entre as legendas nos estados e seus núcleos nacionais e que é comum não haver um diálogo entre as lideranças.

“O Brasil não permite que se criem partido estaduais, então sempre haverá arranjos diferentes. Há casos inclusive de partidos que mudam de perfil em cada região. O PSB no Nordeste é um partido mais reconhecido pela atuação de esquerda, mas no Sul e Sudeste é mais conservador”, exemplifica.

Para os presidenciáveis, o apoio de candidatos a governador acaba sendo mais relevante que o apoio daqueles que concorreram à Presidência no primeiro turno, considera o especialista.

“Esse apoio regional é mais eficaz para a obtenção de votos pelos candidatos à Presidência do que o de presidenciáveis que não passaram para o segundo turno. Então, ele é bem relevante e disputado”, diz o professor da FGV.

Como se posicionaram os candidatos a governador nos 14 estados que terão segundo turno:

SUDESTE

São Paulo: João Dória (PSDB) declarou apoio a Bolsonaro. Márcio França (PSB) disse que ficará neutro.

Rio de Janeiro: Wilson Witzel (PSC) vai apoiar Bolsonaro. Eduardo Paes (DEM) se mantém neutro.

Minas Gerais: Romeu Zema (Novo) declarou apoio a Bolsonaro. Antônio Anastasia (PSDB) se mantém neutro.

NORDESTE

Rio Grande do Norte: Fátima Bezerra (PT) apoia o Haddad. Carlos Eduardo (PDT) anunciou apoio a Bolsonaro.

Sergipe: Belivaldo Chagas (PSD) apoia Haddad. Valadares Filho (PSB) ficou neutro.

SUL

Rio Grande do Sul: Eduardo Leite (PSDB) e José Ivo Sartori (MDB) declararam apoio para Bolsonaro.

Santa Catarina: Gelson Merísio (PSD) e Comandante Moisés (PSL) vão apoiar Bolsonaro.

NORTE

Amapá: Waldez Góes (PDT) não definiu apoio. Capi 40 (PSB) vai apoiar Haddad.

Amazonas: Wilson Lima (PSC) e Amazonino Mendes (PDT) vão apoiar Bolsonaro no segundo turno.

Pará: Helder Barbalho (MDB) e Márcio Miranda (PSDB) se declararam neutros.

Rondônia: Expedito Júnior (PSDB) e Coronel Marcos Rocha (PSL) vão apoiar Bolsonaro.

Roraima: Antônio Denarium (PSL) apoia Bolsonaro. Anchieta (PSDB) é neutro.

CENTRO-OESTE

Distrito Federal: Ibaneis (MDB) e Rodrigo Rollemberg (PSB) são neutros.

Mato Grosso do Sul: Reinaldo Azambuja (PSDB) e Juiz Odilon (PDT) declararam apoio a Bolsonaro.

Fonte: Portal UOL

“Só voto em Bolsonaro”: vereador Cícero Martins diz que não vai apoiar Carlos Eduardo nem Fátima Bezerra no segundo turno

VEREADOR CÍCERO MARTINS CRITICA O SEU PARTIDO, O PSL,POR APOIAR CAROS EDUARDO ALVES

Ao contrário dos dirigentes do seu partido, o PSL, o vereador Cícero Martins não irá apoiar no segundo turno a candidatura ao governo do Rio Grande do Norte do ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT).

A senadora Fátima Bezerra (PT) também não receberá o voto do aliado de Bolsonaro.

Martins, que se intitula “opositor ferrenho de Carlos Eduardo e inimigo número um do PT”,  anuncia  que vai se limitar a votar  e fazer campanha para o presidenciável Jair Bolsonaro.

“Se o PSL diz não aceitar nada associado a corrupção, deveria fazer o mesmo que estou fazendo. Não existe menos corrupto ou mais corrupto, existe corrupto. Lamento ver meu partido dividindo espaço com a política velha e tradicional. Se me ouvissem, estariam focados apenas em Bolsonaro. Basta ver como Bolsonaro vem agindo, mantendo-se na mesma linha de não se aproximar de oportunistas e profissionais da política. Aqui não era para ser diferente”, protesta.