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Categoria: junho 23, 2018

Seis em cada 10 jovens pensam em deixar o país para morar no exterior

A PESQUISA MOSTRA QUE 50% DOS QUE TÊM ENTRE 25 E 34 ANOS GOSTARIAM DE ABANDONAR O BRASIL.

A falta de segurança e de perspectivas profissionais somadas ao alto custo de vida e impostos elevados fazem com que 19 milhões de jovens brasileiros, na faixa etária de 16 a 24 anos, queiram deixar o Brasil em busca de oportunidades no exterior. Portugal é o segundo principal destino, depois dos Estados Unidos. Em seguida estão Canadá, França, Espanha e Inglaterra.

Os dados são do Instituto DataFolha que ouviu 2.090 entrevistados. A pesquisa mostra que 50% dos que têm entre 25 e 34 anos gostariam de abandonar o Brasil. Esse percentual cai para 44%, na faixa de 35 a 44 anos e 32% para os que estão entre os 45 e os 59 anos. No grupo acima de 60 anos, o percentual é de 24%.

Vida mais simples

Formada em Letras pela Universidade de Brasília (UnB), Ana Carolina Viana, 36 anos, optou por deixar Brasília, onde sempre morou, e tentar vida nova em Lisboa.

“Lá em Brasília, mesmo trabalhando muito, no final do mês só sobrava para pagar as contas e eu não conseguia juntar dinheiro e fazer planos”, desabafou.

Para Ana Carolina, morar em Lisboa significa ter melhor qualidade de vida. “Consigo morar numa casa pequena, mas que tem tudo o que eu preciso. Posso colocar meu filho em uma escola pública, que aqui é muito boa. Não preciso pagar um plano de saúde. E, com isso, posso viajar e fazer cursos”.

A vontade de “viver com menos” não é um desejo exclusivo de Ana Carolina. O cirurgião vascular Marcelo Ribeiro de Sousa Bizerra, 34 anos, natural de Teresina, compartilha essa busca de uma vida mais tranquila. Casado e com dois filhos pequenos de 8 e 2 anos de idade, ele contou à Agência Brasil que sempre teve vontade de viver fora.

“Eu tenho muita vontade de morar em um país onde eu possa criar meus filhos e que minha esposa viva de maneira mais tranquila. Um lugar onde não seja preciso trabalhar tanto, que se viva com menos, mas com mais qualidade de vida, que eu possa pagar um imposto de renda justo e que tenha um retorno mínimo para conseguir nos sustentar, dar uma boa educação para os filhos, conseguir uma saúde de qualidade e ter uma segurança mínima”, afirmou Marcelo.

Valorização

Formada em Relações Internacionais, Tamira Romualdo, 27 anos, morou em vários locais do Brasil – Pará, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal – e também no exterior, em Washington (Estados Unidos). Ela disse que teve vontade de repetir a experiência e, atualmente, a maior motivação para tentar a vida no exterior é profissional.

“Na minha faixa etária eu vejo que está todo mundo passando pelo mesmo problema: todos saem da faculdade cheios de esperança, mas trabalham muito e se empenham, correm atrás e não veem retorno”, afirmou Tamira.

Trabalhando atualmente na Embaixada de Botsuana no Brasil, Tamira conta que, se pudesse, moraria em Portugal. “Aqui no Brasil é tudo muito caro. O preço do mestrado aqui é mais alto do que em Lisboa ou no Porto. Ter um diploma de uma instituição internacional tem um peso muito maior no mercado.”

Agência Brasil

Ala cardiológica do Hospital Rio Grande será inaugurada com novos leitos de UTI Pediátrica e Hemodinâmica

O HOSPITAL RIO GRANDE FOI INAUGURADO NO DIA 27 DE MARÇO E LOCALIZA-SE NA AVENIDA AFONSO PENA, Nº 754, NO BAIRRO TIROL, EM NATAL, (ONDE FUNCIONOU O NATAL HOSPITAL CENTER).

Os grupos Delfin Saúde, referência em diagnóstico por imagem e Incor Natal, especialista em clínica e procedimentos de média e alta complexidade ligados ao coração, inauguram no próximo dia 29 de junho, às 11h, no Hospital Rio Grande, em Natal, uma ampla e moderna ala cardiológica que contará com um setor de hemodinâmica com 11 novos leitos de repouso e preparo para procedimentos de diagnósticos não invasivos das doenças cardiológicas e seus respectivos tratamentos e uma UTI Pediátrica com 10 novos leitos.

A ação tem sido bastante comemorada no campo da medicina pois permitirá a retomada de procedimentos fundamentais para a redução das filas de espera de pacientes cardiopatas e de oncologia pediátrica que demandam esta assistência.

O novo setor de hemodinâmica conta com 215 m2 e conta com novos e os melhores serviços de saúde para pacientes com problemas cardíacos e cardiovasculares. A estrutura terá capacidade de atender cerca de 300 pacientes por mês.

Para ampliar número de voos no estado, Ceará dará até R$ 100 mi a aérea que instalar hub

A GOL LINHAS AÉREAS ESTABELECEU JUNTO COM O GRUPO AIR FRANCE/KLM, UM HUB EM FORTALEZA JÁ ESTARIA APTA A RECEBER A SUBVENÇÃO. (FOTO: BENITO LATORRE)

O Governo do Estado poderá despender até R$ 100 milhões nos próximos cinco anos a companhias aéreas que instalarem hub de conexões de voos no Aeroporto Internacional Pinto Martins, ou Fortaleza Airport, por meio de subvenções econômicas. A matéria foi sancionada pelo governador Camilo Santana e publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na última quarta-feira (20), com efeito retroativo a 1º de janeiro deste ano.

O projeto tramitou com velocidade na Assembleia, tendo sido aprovado em apenas dois dias após sua entrada na Casa. Questionado sobre a proposta, o secretário de Desenvolvimento Econômico Cesar Ribeiro afirma que a subvenção não é uma condição obrigatória, de forma que o Estado está apto a negociar e tem a prerrogativa de conceder ou não o benefício às empresas.

“Cada hub que for apresentado no Estado vai ser verificado a quantidade de voos, se nasce deficitário, a frequência, se tem uma companhia ou se são várias, vai depender de cada projeto para o Estado estar apto a negociar e conceder ou não o benefício”, explica o secretário. A subvenção será complementar à isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre atividades da aviação para atração de hubs.

O modo, local e ocasião de pagamento às aéreas, entretanto, ainda deverá ser definido pelo Executivo, inclusive se será pago de forma integral ou parcelada. O governo ainda pode estabelecer mais requisitos à concessão da subvenção e proíbe a utilização do recurso para incorporação ao patrimônio das empresas ou que vá financiar outras operações que não a definida pela lei.

Valor anual

Conforme o texto da lei, o Executivo pode conceder subvenção de até R$ 20 milhões por ano a companhias que iniciem operações de linhas aéreas não existentes em aeroportos do Estado até 1º de janeiro deste ano, desde que somem, pelo menos, cinco novas operações de voos internacionais operados por aeronaves de corredor duplo, vinculadas a um hub com pelo menos 50 voos domésticos (contando pousos e decolagens).

A lei determina ainda que a implantação dessa estrutura ocorra no intervalo de, no máximo, 12 meses a partir da primeira operação, e que pelo menos dois voos diários entre os 50 possam contemplar o Aeroporto Regional de Juazeiro do Norte, o que não é obrigatório. Ainda há a ressalva de que a utilização de aeroporto localizado no Estado como simples escala de voos internacionais não atende ao disposto na presente Lei.

Isenção de ICMS

O requisito para obter a subvenção, ainda que precise do aval do governo, é praticamente o mesmo para obter a isenção de ICMS na aquisição de querosene de aviação e operações e serviços internos de importação de bens, máquinas, equipamentos, peças e componentes aeronáuticos; aeronaves, suas partes e peças; serviço de transporte aéreo doméstico de cargas; e a aquisição e fornecimento de alimentação e provisões de bordo.

Já estaria apta a receber a subvenção a Gol Linhas Aéreas, que, juntamente com o grupo Air France/KLM, estabeleceu, no dia 3 de maio passado, um hub de conexões aéreas no Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza. Ainda não está claro, entretanto, se a Latam também poderia ser beneficiada – embora a companhia tenha anunciado a ampliação da malha em Fortaleza e possua o número de voos suficiente, a atividade não configura, até agora, a operação de um hub.

“Depois que (a Latam) iniciar as novas operações, tem que se configurar de que forma elas estão sendo feitas, se há conexão entre esses voos, para consolidar se ela está apta ou não à concessão do benefício. Mas ele pode ou não ser concedido”, explica Cesar Ribeiro. Com a subvenção, o governo compartilha com a empresa o risco da operação.

Diário do Nordeste