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Categoria: abril 28, 2018

Disque 100 registra 142 mil denúncias de violações em 2017


EM 2017, FORAM FEITAS 84.049 DENÚNCIAS DE VIOLAÇÕES CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES – 10% A MAIS DO QUE O REGISTRADO EM 2016.

O Disque 100 – principal meio para comunicar violações de direitos humanos no país – recebeu 142.665 denúncias no último ano, número superior às 133.061 registradas em 2016. Violações contra crianças e adolescentes lideram a lista de denúncias, como ocorre desde a criação do canal, seguidas por violações contra idosos e pessoas com deficiência. Os dados foram divulgados pela Ouvidoria Nacional do Ministério dos Direitos Humanos.

Em 2017, foram feitas 84.049 denúncias de violações contra crianças e adolescentes – 10% a mais do que o registrado em 2016. Muitas denúncias envolvem mais de um tipo de violação e mais de uma vítima. Foram contabilizadas 130.224 crianças e adolescentes vítimas de violações em 2017 e 166.356 casos de violações.

O maior número de denúncias envolve crianças entre 4 e 7 anos de idade e em 45% das vezes ocorrem na casa da vítima.

O tipo de violação mais reportada foi negligência, com 61.416 casos, seguida de violência psicológica, com 39.561, e violência sexual, com 20.330 casos.

Os dados de 2017 também revelam um aumento de 29,64% no número de denúncias de violações contra pessoas com deficiência. Também cresceu 20% o número de denúncias de violações contra pessoas em restrição de liberdade, que totalizou 4.655 em 2017, frente 3.861 em 2016.

A ouvidora nacional dos Direitos Humanos, Érica Queiroz, explicou que não há elementos que indiquem que o aumento de denúncias seja decorrente, necessariamente, do crescimento da violência contra certos grupos, mas podem indicar um maior conhecimento sobre a existência do Disque 100. “Houve campanhas no último ano, inclusive inserções espontâneas em novelas, por exemplo, que tiveram grande repercussão”, disse Érica.

Idosos

A violência contra pessoas idosas gerou 33.133 denúncias e 68.870 violações. Nas denúncias de violações, 76,84% envolvem negligência, 56,47%, violência psicológica, e 42,82%, abuso financeiro e econômico. A maior parte dos casos, 76,3%, ocorre na casa da própria vítima.

Pessoas com deficiência

Foram 11.682 denúncias e 22.177 violações contra pessoas com deficiência. Sessenta e sete por cento das denúncias indicaram negligência; 50%, violência psicológica, e 30% dos casos envolviam violência física. Entre esse grupo, 63,82% das violações foram registradas na casa da vítima.

LGBT

Em 2017 foram feitas 1.720 denúncias de violações contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, número 8% menor que em 2016. No total, o balanço diz que essas pessoas sofreram 2.998 violações em 2017. Entre os tipos de violação, 70% tinham elementos de discriminação; 53%, violência psicológica e 31%, violência física.

Serviço atende a diversos tipos de violações

A ouvidora nacional destacou que qualquer pessoa pode relatar violações pelo Disque 100. O serviço acolhe denúncias relativas a violações de diferentes tipos e grupos, sejam contra crianças e adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, violações ligadas a racismo, gênero, entre outros, como violência policial.

“O objetivo principal desse relato não é necessariamente fornecer elementos suficientes para identificar o suspeito ou começar uma perseguição penal, mas sim tirar a vítima daquele ciclo de violação”, explicou a ouvidora nacional, lembrando que a central de atendimento funciona 24 horas.

Segundo Érica, a equipe de atendimento tem formação na área de psicologia, assistência social e outras áreas de humanas, para que possam conversar com as pessoas em momentos de fragilidade, extrair informações suficientes para ir ao local onde ela está e tirá-la dessa situação de vulnerabilidade. “O principal objetivo é cessar a violação”, disse.

O Disque 100 tem três canais de atendimento. Por telefone, basta discar 100. Também é possível fazer as denúncias com a mesma segurança e rapidez por meio do aplicativo Proteja Brasil (disponível no Google Play e na App Store) ou por meio do site Humaniza Redes.

Por meio do serviço é possível fazer denúncias anônimas, se solicitado pelo denunciante, obter orientações e tomar providências para resolver casos de violação de direitos. O sigilo das informações é garantido.

As denúncias são analisadas e encaminhadas aos órgãos de proteção estaduais – Ministério Público, Corregedoria Geral da Secretaria de Estado, Ouvidoria Geral, Defensoria Pública – para que tomem providências cabíveis em até 24 horas.

De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, as informações do Disque 100 também são usadas para orientar a pasta a definir prioridades, identificar as maiores vulnerabilidades e estabelecer medidas para prestar um serviço direto de acolhimento à população. “A Ouvidoria está vinculada ao gabinete do ministro, então temos acesso direto a todos os secretários e nos reunimos periodicamente com eles para passar informações”, disse.

Agência Brasil

Humorista Agildo Ribeiro morre aos 86 anos no Rio de Janeiro

AGILDO RIBEIRO E DINORAH PÊRA EM CENA DE ‘ZORRA TOTAL’, EM 2009 (FOTO: THIAGO PRADO NERIS/TV GLOBO)

O humorista Agildo Ribeiro morreu por causa de problemas cardíacos na manhã deste sábado (28) no Rio de Janeiro. O ator tinha completado 86 anos na quinta-feira e faleceu em casa, no Leblon, na Zona Sul. O corpo será velado neste domingo na capela 1 do Memorial do Carmo, no Caju, das 10h às 14h. A cremação está prevista para as 15h.

Agildo da Gama Barata Ribeiro Filho nasceu no Rio em 26 de abril de 1932. Ele fez parcerias memoráveis com Paulo Silvino e Jô Soares. Doutor Babaluf foi um dos personagens políticos do humorista que ficou mais famoso.Chamado de “capitão do riso”, Agildo começou como ator no rádio, mas seu reconhecimento veio com os trabalhos cômicos na televisão. “Virou hábito: eu abro a boca e todo mundo ri. Eu nasci para ser artista”, declarou o ator em uma entrevista.

Seu passaporte para a televisão foi em 1957, com o personagem João Grilo, protagonista da peça “Auto da Compadecida”, de Ariano Suassuna. Também atuou na companhia do ratinho Topo Gigio, personagem de um programa infantil de sucesso na TV no início da década de 1970.

Participou da inauguração da TV Globo, onde trabalhou na adaptação para as telas do humorístico “Balança, mas não cai”, dirigido por Lúcio Mauro.

Em “Planeta dos homens” (1976), deu vida ao personagem Aquiles Arquelau, um professor de mitologia apaixonado pela atriz Bruna Lombardi e que chamava o mordomo de “múmia paralítica”. Agildo também participou da “Escolinha do Professor Raimundo” (1999) e do “Zorra Total” (1999).

Em 1982, o humorista teve seu próprio programa: “Estúdio A… Gildo”. Uma das últimas aparições do ator na televisão foi em um episódio especial de “Tá no Ar: a TV na TV”, da Rede Globo, que homenageou grandes nomes do humor.

No cinema, Agildo autou em mais de 30 filmes. “Casa da Mãe Joana” (2008) e “O homem do ano” (2003) foram os trabalhos mais recentes dele na tela grande.

Em março de 2018, o ator foi homenageado no Prêmio do Humor, evento idealizado e apresentado por Fábio Porchat.

Em 2012, Agildo Ribeiro descobriu que tinha um filho, na época, com 47 anos. Marcelo Galvão é de uma relação de Agildo em 1965. Em um encontro com o rapaz durante o programa “Fantástico”, em 2013, o ator descobriu também que era avô de uma menina.

O humorista foi casado cinco vezes. Entre as esposas, estão as atrizes Marília Pera e Consuelo Leandro. Seu último casamento foi com a atriz e bailarina Didi Barata Ribeiro. Os dois ficaram juntos por 35 anos. Didi morreu em 2009.

Prefeitura de Curitiba faz novo pedido para que Lula seja transferido da PF

A SOLICITAÇÃO DA PGM CITA O ATAQUE A TIROS QUE DEIXOU DUAS PESSOAS FERIDAS NA MADRUGADA DESTE SÁBADO.(FOTO: FÁBIO GOMES/RPC)

Procuradoria-Geral da Prefeitura de Curitiba (PGM) fez um novo pedido, neste sábado (28) à 12ª Vara da Justiça Federal para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja transferido da Superintendência da Polícia Federal, onde está preso.

A solicitação da PGM cita o ataque a tiros que deixou duas pessoas feridas na madrugada deste sábado.

No dia 13 de abril, a Prefeitura de Curitiba realizou um primeiro pedido pela transferência de Lula do local, alegando que o fato de o ex-presidente estar preso na sede da Polícia Federal tem gerado transtornos aos moradores e a funcionários.

O Prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), afirmou que “o local oferece risco, transtorno à população, aos funcionários da própria PF, e atrapalha a rotina de prestação de serviços aos brasileiros que precisam da emissão de passaportes”.

Ataque

Por volta das 4h deste sábado, Jeferson Lima de Menezes, de 39 anos, foi atingido no pescoço após um ataque a tiros registrado no acampamento de apoiadores ao ex-presidente, segundo a Polícia Militar (PM).

Ele foi levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Trabalhador. A Secretaria da Saúde do Estado do Paraná (Sesa) informou que o estado do homem é grave.

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp) disse que, as primeiras informações são de que um indivíduo chegou ao local a pé e efetuou disparos de arma de fogo contra o acampamento.

Descoberta do Brasil no RN pode entrar na grade curricular do ensino de Natal

O ASSUNTO FOI DISCUTIDO EM AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA MUNICIPAL DE NATAL. (FOTO: ELPÍDIO JUNIOR)

A Câmara Municipal de Natal, por uma iniciativa do vereador Robson Carvalho, realizou uma audiência pública para tratar da importância da inclusão da descoberta do Brasil através de Touros na grade curricular do ensino fundamental de Natal.
O vereador Robson lembrou que essa é apenas uma etapa para o projeto que será apresentado com o objetivo de estimular a pesquisa em torno do tema. “É um tema polêmico, mas importante. São vários os indícios de que o Brasil foi descoberto no Rio Grande do Norte. Nós estamos tratando para resgatar a autoestima do povo potiguar e enriquecer o nosso ensino. Sou autor do projeto que estabelece que as escolas públicas municipais tenham também esse assunto”, contou.
Entre os encaminhamentos, o parlamentar adiantou que será criada uma comissão para dar continuidade aos trabalhos de pesquisa e debate em torno do tema. “Precisamos dessa grande retificação, que é o descobrimento do Brasil no Rio Grande do Norte”, disse.
Durante o debate, historiadores, pesquisadores, representantes de universidades e do Instituto do Patrimônio Histórico e e Artístico Nacional (Iphan), Todos foram unânimes em reconhecer que há indícios fortes de que o Brasil foi descoberto em terras potiguares e defenderam os investimentos em pesquisas científico-acadêmicas para que os indícios se transformem em provas capazes de alterar o que é ensinado na história.
A pesquisadora Tânia Teixeira estuda o caso do descobrimento do Brasil em Touros desde 1991 e apresentou os vários indícios durante a audiência. Ela é uma das fundadoras da Associação dos Moradores e Amigos de Cauã (Amac), que atende ao povo da comunidade de mesmo nome no município de Touros, e autora do livro “Arraial do Marco: Nosso Porto Seguro”. Tânia também defendeu a união para que a mudança seja possível.
“Esse debate a partir do mundo acadêmico é importantíssimo. É preciso ter a base de conhecimento. O Marco é a prova da posse. Não se justifica que não tenha sido aqui exatamente por ser um padrão de posse. Do contrário, não estaria aqui. Eu acredito que o Brasil foi descoberto aqui, mas não basta acreditar. Tem que provar. Por isso a importância desse debate e esperamos que a própria academia volte seus olhos para essa área da pesquisa também”, declarou.
Turismo
 
Entre as vantagens da descoberta estão o fomento ao turismo. O Rio Grande do Norte passaria a receber turistas interessados na história do Brasil e Natal seria o grande receptivo desse novo público. O coordenador de Desenvolvimento Turístico da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), Lucas Lira, destacou que a mudança pode impulsionar a economia, ao mesmo tempo que corrige um erro histórico. “Essa é uma causa que já foi levantada, mas sempre ficava esquecida. Até hoje toda a história do nosso Estado nunca ganhou tanta força como estamos ganhando agora. Esperamos que cresçamos cada vez mais para que o nosso estado possa fortalecer a economia, corrigindo essa falha na história do nosso país”

Ataque a tiros em acampamento pró-Lula deixa dois feridos

ATAQUE A TIROS DEIXOU DUAS PESSOAS FERIDAS NA MADRUGADA DESTE SÁBADO (28) .(FOTO: FÁBIO GOMES/RPC)

Um ataque a tiros na madrugada de hoje (28) ao acampamento onde apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fazem vigília desde sua prisão, em Curitiba, deixou duas pessoas feridas, de acordo com a coordenação do movimento. A Polícia Militar de Curitiba confirma a ocorrência de tiros na região e informou que o caso está em investigação. Ainda não há informações sobre a autoria dos disparos.

A coordenação do Acampamento Lula Livre divulgou que Jeferson Lima de Menezes, de São Paulo, foi atingido por um tiro no pescoço e está internado em estado grave. Os tiros foram disparados entre 3h e 4h da manhã.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, divulgou um vídeo na página do partido relatando o episódio e disse que, momentos antes do ataque, pessoas haviam passado várias vezes pelo local gritando e se manifestando de forma contrária à mobilização. “A situação de violência e intolerância no país está muito grave, não podemos aceitar isso”, disse Gleisi no vídeo. Segundo ela, Jeferson Lima é do movimento sindical de São Paulo.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública informou que, segundo as primeiras informações, uma pessoa a pé efetuou disparos de arma de fogo contra o acampamento de simpatizantes do ex-presidente Lula. A secretaria confirma que uma pessoa baleada foi levada ao hospital e que um tiro acertou um banheiro químico e os estilhaços feriram uma mulher no ombro, sem gravidade. De acordo com a nota, no local foram recolhidas cápsulas de pistola 9 mm e um inquérito foi aberto para apurar o caso.

A nota da coordenação do acampamento diz que a violência contra os apoiadores de Lula não vai diminuir a mobilização e que o local vai receber grande quantidade de pessoas no feriado do 1° de maio, Dia do Trabalhador.

O ex-presidente Lula chegou à carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, no dia 7 de abril. Desde então, manifestações pró e contra Lula ocorrem na cidade.

Agência Brasil