SELO BLOG FM (4)

Categoria: abril 27, 2018

Juros para rotativo do cartão de crédito serão padronizados a partir de julho

A PARTIR DE AGORA, OS JUROS PARA CLIENTES QUE NÃO PAGAM ROTATIVO DO CARTÃO ESTÃO PADRONIZADOS. (FOTO:AGÊNCIA BRASIL)

Os clientes que pagarem menos de 15% da fatura do cartão de crédito e caírem na modalidade de rotativo conhecido como não regular pagarão menos juros a partir de junho. O Conselho Monetário Nacional (CMN) limitou e padronizou os juros para essa modalidade, regulamentando decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Até agora, o cliente que pagava menos de 15% da fatura migrava para o crédito rotativo não regular, que cobra juros mais altos. Quem pagava a partir de 15% e menos que 100% passava para o rotativo regular, com taxas mais baixas. Na reunião de hoje, o CMN extinguiu a diferenciação. Haverá apenas um único tipo de crédito rotativo.

Por decisão do STJ, os bancos podem cobrar 2% de multa (sobre a dívida total) e 1% ao mês de juros de mora em caso de inadimplência. Até agora, os bancos cobravam a multa e os juros de mora mais uma taxa punitiva não padronizada de quem caía no crédito rotativo não regular.

De acordo com o diretor de Regulação do Banco Central, Otavio Damaso, a mudança resultará em juros mais baixos para quem cai no crédito rotativo. “Haverá uma migração das taxas do crédito não regular para o regular”, declarou.

Desde o ano passado, o crédito rotativo está limitado a 30 dias. Depois desse prazo, o cliente faz uma nova operação para parcelar a dívida com a operadora do cartão. Esse prazo continua valendo e não foi mudado.

Fundo Garantidor

O CMN também reduziu a parcela que os bancos são obrigados a repassar ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que cobre prejuízos de até R$ 250 por conta em cada banco e de até R$ 1 milhão por CPF em caso de quebra da instituição financeira. A alíquota passou de 0,0125% para 0,01% sobre os saldos das operações garantidas.

De acordo com o Banco Central, a alíquota mais alta era necessária para proteger o sistema financeiro quando o FGC foi criado, no fim dos anos 1990, após diversos bancos quebrarem. A maior segurança atual dos bancos, informou a autoridade monetária, permite reduzir a alíquota. O Banco Central não soube estimar o quanto a medida libera em montante de crédito.

Apesar de reduzir a alíquota para todos os bancos, o CMN criou uma alíquota adicional de 0,01% para determinados tipos de operações financeiras de bancos pequenos e médios. Esse percentual vai incidir sobre captações que as instituições financeiras fazem que poderiam ser intermediadas por outros bancos, apenas se o tipo de operação ultrapassar quatro vezes o patrimônio líquido ajustado da instituição financeira.

Segundo o Banco Central, poucos bancos pequenos e médios encontram-se nessa situação. A alíquota adicional, esclareceu o órgão, tem como objetivo coibir bancos que oferecem investimentos arriscados com o pretexto de que as aplicações estão protegidas pelo FGC.

Agência Brasil

Trechos da delação de Palocci comprometem Lula, diz o Globo

PRISÃO DE ANTONIO PALOCCI NA 35ª FASE DA LAVA-JATO: DENÚNCIAS DE CORRUPÇÃO LEVARAM AO ROMPIMENTO ENTRE O EX-MINISTRO E LULA. (FOTO: GERALDO BUBNIAK /O GLOBO)

Os fatos abordados pelo ex-ministro da Fazendo Antonio Palocci na delação premiada firmada com a Polícia Federal (PF) reconstituem o esquema de corrupção na Petrobras, as relações das empreiteiras com políticos do PT e a forma como os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff se envolveram com negócios que deram prejuízo de cerca de R$ 42 bilhões à empresa, segundo estimativa da PF.

Palocci detalhou entregas de dinheiro vivo a Lula. A defesa do petista negou as acusações. Em nota, Dilma afirmou que Palocci “mente para sair da cadeia”. O juiz Sergio Moro deve homologar a delação em até duas semanas.

Delegada nega participação da mãe na morte da menina Yasmin Lorena

PEDREIRO MARCONDES GOMES DA SILVA, SUSPEITO DO DESAPARECIMENTO DE IASMIN LORENA, EM NATAL, FOI PRESO NO LITORAL POTIGUAR (FOTO: PM/DIVULGAÇÃO)

A delegada Dulcinéia Maria da Costa, que preside o inquérito que investiga o desaparecimento da menina Yasmin Lorena de Araújo, negou que exista evidências da participação da mãe dela, Ingride de Araújo no caso. A acusação partiu do principal suspeito de ter assassinado a estudante de 12 anos, Marcondes Gomes da Silva, preso na tarde desta quinta-feira (26), no litoral Norte.

Em uma conversa com os repórteres, na Delegacia geral de Polícia Civil, Dulcinéia confirmou que em depoimento Marcondes disse que a mãe da garota tinha participação no crime, porém a delegada não relatou detalhes e ainda informou que mesmo diante da ausência de elementos que coloquem Ingride na cena do assassinato a denúncia será analisada.

Ingride de Araújo e Aldair Felix, pais da estudante de 12 anos se mostraram revoltados com a afirmação de Marcondes. “Ele vai ter que provar o que disse, eu nunca seria capaz de fazer isso com minha filha”, comentou a mãe. Marcondes está preso por ordem da justiça.

Portal BO