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Categoria: janeiro 12, 2018

Abastecimento será suspenso em bairros de Natal na sexta e sábado

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) realiza nesta sexta-feira (12) um serviço emergencial para interligações de redes em Cidade Satélite e no Planalto. O serviço será realizado ao longo do dia, com conclusão prevista para o fim da tarde. Devido ao serviço será afetado o abastecimento do Planalto, Cidade Satélite e Pitimbu. A previsão da Companhia é que o fornecimento de água esteja normalizado até o fim da tarde do sábado (13).

Já no sábado (13), a Companhia realizará serviço de dois registros. Para isso, o abastecimento dos bairros: Bom Pastor, Cidade da Esperança, Nazaré, Lagoa Nova, Dix-Sept Rosado, Quintas, Nova Descoberta,  Alecrim e Lagoa Seca será interrompido entre 9h e 20h. A normalização do fornecimento acontecerá em até 48h após o serviço.

DENARC prende mulher com seis quilos de maconha

Uma ação de policiais civis da Delegacia Especializada em Narcóticos (DENARC) de Natal prendeu, nesta quinta-feira (11), Maria Hozana Felipe Teixeira. Através do disque denúncia – 181, os policiais foram até a residência da mesma (Vila de Ponta Negra), onde foi encontrado no imóvel cerca de 6 quilos de maconha, dinheiro fracionado, duas balanças de precisão e ainda uma motocicleta.

Maria foi autuada em flagrante por tráfico de drogas e conduzida à DENARC/Natal, e ficará à disposição da Justiça.

Queda da inflação beneficiou mais a classe de renda baixa, diz Ipea

Embora a redução da inflação em 2017 tenha sido sentida por todas as camadas da população, os que mais se beneficiaram foram os integrantes da classe de renda muito baixa, cujo índice foi de 2,2%, uma queda de 4,8 pontos percentuais em comparação ao ano anterior. As camadas mais ricas da população tiveram inflação de 3,7%, com redução de 2,5 pontos percentuais em relação a 2016. Os dados constam do Indicador de Inflação por Faixa de Renda, divulgado ontem (11) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A inflação oficial medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ficou em 2,95%, no ano passado.

A economista Maria Andreia Parente Lameiras, do Grupo de Conjuntura do Ipea, explicou que o que puxou a inflação para baixo foi o item alimentos, que fechou o ano com deflação, com destaques para o arroz (-10,9%), feijão (-46,1%), frango (-8,7%) e leite (-8,4%). “E como os alimentos pesam muito mais no orçamento das famílias mais pobres do que nas famílias mais ricas, esse efeito baixista dos alimentos foi muito intenso na inflação dos mais pobres do que dos mais ricos”, disse a economista.

De acordo com Maria Andreia, quando se olha a cesta de consumo dos mais pobres, percebe-se que a maior parcela do gasto dessa família é com alimento. “Quando ele fica mais barato, o efeito dessa baixa de preço é muito mais sentida pelos mais pobres do que pelos mais ricos”. Esses últimos também se beneficiaram da queda de preços dos alimentos, só que a cesta é composta por outros itens, que até recuaram em 2017, mas não tão fortemente como os produtos mais consumidos pelos mais pobres.

A queda dos aluguéis também impactou na inflação dos mais pobres no ano passado, segundo o Ipea. Embora o item tenha variado positivamente no ano, o aumento foi muito menor do que em 2016, uma vez que a inflação dos aluguéis recuou de 5,3% para 1,5%.

Segundo Maria Andreia, dois motivos levaram a essa redução dos aluguéis. O primeiro é o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que fixa o reajuste dos aluguéis e que ao longo dos últimos meses vem desacelerando muito fortemente. A segunda razão é o período de recessão no país, o que elevou muito o número de imóveis disponíveis para aluguel.

“Quando você tem uma oferta de imóveis maior que a demanda, isso também leva a uma queda de preços. Os aluguéis até variaram em 2017, mas variaram muito menos do que em 2016. E aluguel pesa muito nas famílias mais pobres, porque a maioria delas não possui residência própria e precisa do aluguel para morar”. O item aluguel subiu 1,5% em 2017, contra 5,3%, em 2016.

No mesmo período, houve queda nos preços das tarifas de transporte, como ônibus urbano (de 9,3% para 4%), trem (de 8,5% para 2,5%) e metrô (de 9,1% para 1,3%).

Energia

Em dezembro, a inflação das famílias de renda muito baixa atingiu 0,33%, enquanto a das famílias muito ricas foi 0,45%. Maria Andreia esclareceu que houve uma variação positiva nos preços dos alimentos, já esperada em função da sazonalidade do período. Em compensação, ocorreu a reversão da bandeira tarifária que continuou vermelha no mês, mas caiu do nível 2 para o 1 e ficou mais barata (-3,1%) em relação a novembro.

“Essa deflação na energia explicou a melhora da inflação dos mais pobres por esse mesmo motivo”.

A energia representa 5% dos gastos das famílias mais pobres, enquanto para as famílias mais ricas o peso é de 2%. “A queda da energia ajudou mais a inflação dos mais pobres do que dos mais ricos”.

A maior contribuição para a inflação tanto das famílias de renda muito baixa como as de renda alta, em dezembro, foi dada pelos transportes, revela o indicador do Ipea. Maria Andreia explicou que quando se faz a proporção do impacto de cada item na inflação, o item transporte impactou mais fortemente a camada dos mais ricos porque o que puxou o grupo transportes em dezembro foi, basicamente, passagem aérea e combustível, em especial gasolina, itens que compõem a cesta dos mais ricos. As variações positivas foram 22,3% para passagens aéreas e 2,3% para a gasolina.

Benefícios

De maneira geral, a economista do Ipea disse que todas as camadas de renda se beneficiaram da desaceleração de preços no ano passado. “Porque alimento é algo que todo mundo consome; uns foram ajudados com maior intensidade, mas todos foram ajudados”. Também a recessão do país fez com que os preços dos serviços caíssem, à exceção da educação. Maria Andreia destacou ainda que o Banco Central foi muito atuante em 2017, corrigindo distorções de preços e segurando a meta da inflação.

“Isso fez com que a inflação tivesse um comportamento excepcionalmente bom em 2017. Isso acabou beneficiando todo mundo”, disse.

Para 2018, apesar de se esperar uma eventual aceleração da inflação, Maria Andreia acredita que o país ficará em um patamar confortável. “A gente fechou com uma inflação em 2017 de 2,95% e está entrando em 2018 com uma meta de 4,5%. A gente tem uma boa folga”. Se a aceleração de preços realmente acontecer, ainda assim o cenário da inflação para este ano é muito bom, concluiu a economista.

Fonte: Agência Brasil

Standard & Poor’s rebaixa Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento

A agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) rebaixou o Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento com perspectiva estável. A redução da nota do país foi divulgada ontem (11) à noite.

A perspectiva estável significa que a agência terá de esperar pelo menos seis meses para alterar a nota do país. O grau de investimento representa a garantia de que o país não corre risco de dar calote na dívida pública.

Em comunicado, a S&P informou que o Brasil está demorando para implementar as reformas que reduzam os riscos fiscais do país, principalmente a da Previdência. “Apesar de vários avanços da administração [Michel] Temer, o Brasil fez progresso mais lento que o esperado em implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e o aumento dos níveis de endividamento”, justificou a agência.

Desde fevereiro de 2016, o Brasil estava enquadrado dois níveis abaixo do grau de investimento. As outras duas principais agências de classificação de risco, Fitch e Moody’s ainda não alteraram a nota do país e continuam a manter o Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento.

No fim de dezembro, o ministro Henrique Meirelles fez uma teleconferência com as três principais agências de classificação de risco. Ele tinha pedido que a S&P, a Fitch e a Moody’s aguardassem a votação da reforma da Previdência, prevista para fevereiro, antes de tomarem qualquer decisão sobre a nota do Brasil.

Em nota divulgada esta noite, o Ministério da Fazenda informou que o governo continua comprometido com as medidas de ajuste fiscal e com a reforma da Previdência. “O governo reforça seu compromisso em aprovar medidas como a reforma da Previdência, tributação de fundos exclusivos, reoneração da folha de pagamentos, adiamento do reajuste dos servidores públicos, entre outras iniciativas que concorrem para garantir o crescimento sustentável da economia brasileira e o equilíbrio fiscal de longo prazo”, destacou o texto.

Trump critica imigrantes que vêm de “países de merda”

Em meio às negociações de uma reforma imigratória, durante reunião com legisladores nesta quinta (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez críticas à política americana e disse que o país recebe imigrantes de “países de merda”, reportaram os jornais “The Washington Post” e “The New York Times”.

“Por que todas essas pessoas desses países de merda vêm parar aqui?”, teria afirmado o presidente, em referência a imigrantes de países africanos, do Haiti e de El Salvador. Trump ainda teria sugerido que os EUA estariam melhores se atraíssem pessoas de lugares como a Noruega, cuja primeira-ministra esteve com o republicano nesta semana.

A declaração foi reportada com base no relato de duas pessoas presentes à reunião, e confirmada posteriormente por outros veículos da imprensa norte-americana.

Segundo o “The Washington Post”, a menção aos “países de merda” foi feita quando congressistas pediam ao presidente que permissões temporárias de residência concedidas a moradores de El Salvador, Haiti e outros países sob crise humanitária ou afetados por desastres naturais fossem mantidas pelo governo dos EUA.

Segundo o jornal, os comentários de Trump deixaram os legisladores estupefatos.

Em nota, a Casa Branca não negou nem confirmou as declarações, mas informou que o presidente Trump “sempre lutará pelo povo americano”.

“Alguns políticos de Washington escolhem lutar por países estrangeiros, mas o presidente Trump sempre lutará pelo povo americano”, disse o secretário de imprensa Raj Shah. “O presidente está lutando por soluções permanentes que fortaleçam o nosso país, dando boas-vindas àqueles que podem contribuir com a nossa sociedade e fazer crescer a economia.”

O temor agora é que as declarações promovam um impasse num esperado acordo bipartidário sobre imigração, que vinha sendo negociado entre republicanos e democratas.

Fonte: Folha de S.Paulo