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Categoria: dezembro 11, 2017

Corpo da atriz Eva Todor será cremado hoje à tarde

O corpo da atriz Eva Todor será cremado hoje (11), às 16h, no cemitério Memorial do Carmo, no Caju, na zona portuária do Rio de Janeiro. A atriz, que morreu ontem, aos 98 anos, está sendo velada na manhã de hoje no Theatro Municipal do Rio, no centro da cidade. O velório ficará aberto ao público até as 11h.

Eva Todor morreu em sua casa, no bairro do Flamengo, na zona sul, vítima de pneumonia. A atriz sofria de mal de Parkinson e de problemas cardíacos. Ela estava em internação domiciliar desde setembro deste ano.

Nascida na Hungria em 1919, Eva mudou-se com a família para São Paulo no fim da década de 1920. Começou nas artes aos 4 anos de idade, quando seu pai a matriculou no Ópera Real de Budapeste.

Em mais de 80 anos de carreira como atriz, participou de 18 novelas, três minisséries e quatro seriados, além de programas de outros gêneros na TV Globo. Seu último trabalho foi a novela Salve Jorge, de 2012.

Senado fará esforço concentrado para votar propostas às vésperas do recesso

Às vésperas do recesso legislativo, que oficialmente começa no dia 23, os próximos 10 dias úteis de trabalho no Senado devem ser de esforço concentrado. O presidente da Casa, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), adiantou que além de apreciar medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta, ele quer votar na semana que vem no plenário uma pauta positiva de propostas nas áreas de economia e segurança pública. A próxima sessão deliberativa do Senado foi convocada para terça-feira, às 11h. Apesar do esforço, Eunício admite que algumas propostas ficarão para o ano que vem.

“Como estamos perto do recesso, quero deixar uma pauta pronta para as primeiras semanas do próximo ano, tanto na questão da microeconomia — aquilo que não puder ser discutido este ano — quanto na questão da segurança pública. Mas vamos aprovar todas as matérias possíveis neste momento” afirmou o senador.

Reclamação

O presidente do Senado, que também deve apresentar nos próximos dias um balanço das matérias aprovadas em 2017, lamentou mais uma vez que as MPs cheguem trancando a pauta da Casa e reclamou da demora dos deputados em aprovar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que muda o rito das MPs na Câmara e no Senado. “Mais uma vez fiz um apelo ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para que aprove a PEC que está lá há mais de três anos sob pena de eu ter que devolver as medidas provisórias que vão chegar ao Senado para que a gente tenha condição de votar”, reclamou.

Hoje, uma MP só vai ao plenário da Câmara depois de aprovação por uma comissão especial mista. Já a PEC defendida por Eunício estabelece que a medida provisória deve ser discutida por uma comissão especial em cada Casa (Câmara e Senado) e vá direto ao plenário se for esgotado o prazo no colegiado. A PEC está na pauta da Câmara, mas ainda não há acordo para a votação.

Congresso

Eunício Oliveira também convocou sessão do Congresso Nacional para a próxima terça-feira (13), às 14h. Para abrir caminho para a votação da Lei Orçamentária de 2018 (PLN 20/2017), estão na pauta sete vetos presidenciais pendentes e 17 projetos de lei. O primeiro veto a ser analisado será o do projeto que permite o porte de armas a agentes de trânsito.

Vencida essa pauta, o presidente do Congresso já adiantou que pretende votar a Lei Orçamentária na quinta-feira (14), mesmo dia em que o relatório do deputado Cacá Leão (PP-BA) deve ser votado na Comissão Mista de Orçamento.

No entanto, esse cronograma ainda é incerto, já que poderia atrapalhar as negociações para votação da proposta de reforma da Previdência na Câmara. O receio se justifica porque, tradicionalmente, o Congresso fica esvaziado após a votação do Orçamento. Eunício afirma que essa não é a intenção e que o calendário das duas votações não está ligado. A votação da LOA, na semana que vem, acredita, poderia até liberar os deputados para se dedicarem exclusivamente à reforma.

Em abertura de conferência da OMC, Temer critica protecionismo e diz que país deixou recessão ‘para trás’

O presidente Michel Temer, em discurso neste domingo (10) na abertura da Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), criticou o protecionismo como estratégia de desenvolvimento e citou números da economia brasileira que, segundo ele, deixou a recessão “para trás”.

O evento da OMC ocorreu em Buenos Aires e contou também com a presença de outros líderes mundiais, como o presidente da Argentina, Maurício Macri.

Em uma fala de cerca de 5 minutos, Temer se concentrou em defender o multilateralismo no comérico mundial e o papel da OMC como mediadora entre os países.

“Comércio e investimentos geram crescimento, emprego e prosperidade. A história nos ensinou que isolamento não é solução. É ilusório pensar que o protecionismo pode trazer desenvolvimento. O que de fato traz desenvolvimento é mais e mais integração. É em nome de mais integração que defendemos a OMC”, disse o presidente.

Para ele, “hoje, mais do que nunca”, é necessário preservar o sistema de comércio entre os países e a integração global.

Temer disse ainda que o Brasil tem uma “ambiciosa” agenda de crescimento e, para isso, pretende se envolver cada vez mais na cadeia de negócios internacional.

“O Brasil de hoje deixou para trás a recessão. Nossa economia se recupera, cria postos de trabalho, a produção industrial tem crescido, as taxa de juros recuaram para o menor patamar histórico, a inflação é a mais baixa em muitos anos”, afirmou Temer.

“Estamos levando adiante uma ambiciosa agenda de reformas para para o Brasil, que envolve necessariamente maior e melhor inseração na economia global”, completou.

Comitiva presidencial

Temer deixou Brasília rumo a Buenos neste domingo e deve voltar no mesmo dia para a capital federal. Ele levou na comitiva do governo o novo ministro da Secretaria de Governo, Carlos Maruns (PMDB-MS), que ficará responsável pela articulação política do Palácio do Planalto no Congresso. Também viajou com o presidente o relator da reforma da Previdência na Câmara, deputado Arthur Maia (PPS-BA).

A ideia de Temer é aproveitar a viagem a Buenos Aires para afinar com os aliados as negociações para votar a reforma. Os próximos dias serão decisivos para o governo. Na quinta-feira (14) devem começar os debates da matéria no plenário da Câmara. A votação está prevista para começar no dia 18.

O governo quer votar a reforma na Câmara ainda em 2017, por considerar a meta mais difícil em 2018, ano eleitoral. O Congresso entra de folga no dia 22 de dezembro e retorna em fevereiro.

Parcela de pensionistas e aposentados dispara, e Previdência já sustenta 14,2% da população

O impacto do envelhecimento da população brasileira na Previdência — um dos principais motivos para a reforma em discussão — já chegou. E apareceu bem antes de 2060, horizonte mirado pelo governo ao defender mudanças nas regras da aposentadoria, quando um terço dos brasileiros serão idosos. Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que a participação de aposentados e pensionistas na população total cresceu 72,1% em 23 anos. Em 1992, havia um beneficiário para cada 12 brasileiros. Já em 2015, a proporção era de um aposentado ou pensionista para cada sete brasileiros. Nesse período, a fatia dos inativos que recebem algum tipo de benefício passou de 8,2% para 14,2%, de acordo com dados da Pesquisa por Amostra de Domicílios (Pnad), do IBGE.

Esse avanço ocorreu em todas as regiões do país, com destaque para Sul e Sudeste, e em todos os estados, aponta o estudo. No caso do Rio, por exemplo, a participação de aposentados e pensionistas na população subiu de 11,6% para 16,1% no período. Isso significa que, em 1992, existia um aposentado ou pensionista para cada grupo de oito pessoas. Em 2015, a relação caiu para um a cada seis. O Rio aparece no terceiro lugar entre os estados com maior número de pessoas recebendo algum tipo de benefício, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Minas Gerais está em quarto lugar.

Fonte: O Globo

Brasileiro não tem paciência para poupar dinheiro, mostra estudo

O brasileiro é imediatista e tem baixíssima tendência à poupança, mostram cálculos inéditos feitos a partir de levantamento do Datafolha.

Eles medem o excesso de peso dado ao presente -o que os economistas chamam de “present bias”, ou, em termos simples, imediatismo.

O resultado do estudo é relevante para a formulação de políticas públicas, porque indica a resistência das pessoas a abrir mão de consumo no presente em troca de poupar e elevar recursos no futuro.

O levantamento mostra ainda que 65% não poupam para o futuro —mesmo entre os mais ricos, cerca da metade não faz reservas.

Uma explicação é que há pouco incentivo para poupar porque aposentadoria e FGTS repõem ou superam a renda atual na maior parte dos casos, segundo o professor do Insper Ricardo Brito, especializado em finanças e decisões de poupança.

O problema é que a reforma da Previdência deve reduzir benefícios e adiar sua obtenção, elevando a importância da poupança particular e voluntária. E o estudo mostra o brasileiro despreparado para isso, seja por ignorância, seja por imediatismo.

POUCA PACIÊNCIA

A “paciência” do brasileiro é de 0,26 (veja no infográfico como o índice é calculado), número que mostra “imediatismo exacerbado”, segundo Brito –que coordenou o estudo a partir dos dados da pesquisa do Datafolha.

O índice tem como base apenas respostas que faziam sentido do ponto de vista lógico e financeiro —70% dos quase 6.000 entrevistados em duas baterias não revelaram conhecimento financeiro suficiente para isso.

“É um índice muito baixo, por qualquer ângulo de análise”, afirma o economista.

Em 2011, pesquisadores da Alemanha e da Suíça compararam o imediatismo em 45 países. O menor resultado encontrado foi o da Rússia: 0,21.

O 0,26 obtido agora para o Brasil é menos da metade da média latino-americana.

“Poupar para o futuro é algo que vai contra a natureza do ser humano”, diz o economista Paulo Costa, doutorando em Economia em Harvard e autor do livro “Aprendendo a Lidar com Dinheiro”.

Um dos principais campos de estudo de Costa é como fenômenos psicológicos e comportamentais afetam as decisões financeiras das pessoas.

CONTRA A NATUREZA

“Os homens das cavernas passaram muitos anos consumindo imediatamente tudo que caçavam.” Com o aumento da expectativa de vida, segundo ele, a necessidade de pensar no amanhã cresceu muito rapidamente.

“Nosso cérebro não se ajusta na mesma frequência que a tecnologia avança. Comer um pedaço de pizza agora parece muito mais atraente do que esperar para comê-lo daqui a 40 anos, quando irei de me aposentar.”

Se a decisão é difícil para os indivíduos, governos têm chamado para si a tarefa de decidir por eles -no que é chamado de “paternalismo libertário” por economistas e cientistas políticos.

Há países nórdicos em que a previdência privada é obrigatória e, nos EUA, a adesão ao fundo de pensão da empresa é automática, estratégia conhecida como “nudges (“cutucões” ou “empurrões” que estimulam a ação ou dispensam decisão).

Para Ricardo Brito, do Insper, o forte imediatismo brasileiro e a baixa instrução financeira revelados pelo Datafolha pode indicar a necessidade dessas políticas.

Na pesquisa, só 14% dos empregados registrados ou funcionários públicos disseram ter previdência privada.

Entre os do setor informal ou que trabalham por conta própria, a fração cai para 8%.

Paulo Costa enumera características brasileiras que, em comparação com outros países, incentivam menos a poupança: “Há universidades públicas gratuitas. O sistema de aposentadoria é um dos mais generosos do mundo. E o sistema de saúde, embora falho, existe e atende parcela da população”.

Poupar é difícil para todos, diz o professor da Universidade de Zurique Guilherme Lichand. “Mesmo executivos e professores universitários tem dificuldade de tomar essas decisões como deveriam, já que o custo de poupar cai no presente, e os benefícios só aparecem no futuro.”

Fonte: Folha de S.Paulo

Vídeo mostra funcionário da Latam roubando R$ 750 mil em celulares no Aeroporto de Brasília

Criminoso entra no pátio de transporte de cargas do Aeroporto de Brasília para roubar carregamento de celulares (Foto: TV Globo/Reprodução)

Imagens de uma câmera de segurança do Aeroporto Internacional de Brasília obtidas com exclusividade pela TV Globo mostram o momento em que um funcionário da Latam tenta roubar uma caixa com 400 celulares avaliada pela Polícia Civil em R$ 750 mil.

O homem conta com a ajuda de um comparsa, que coloca o carregamento dentro de uma kombi e deixa o pátio das aeronaves. Este ajudante não é funcionário do aeroporto, mas conseguiu entrar no local com o auxílio de um funcionário de uma empresa de alimentos que presta serviço para as companhias aéreas. Os três foram presos em flagrante neste sábado (9).

A Latam informou ao G1 que “está colaborando com as autoridades policiais desde o início das investigações”. A Inframérica, que administra o aeroporto, disse que apoia a operação e que ofereceu “mecanismos de segurança” para dar suporte aos flagrantes.

“Desde que foi observada movimentação atípica em área de carga, a Inframérica trabalhou em conjunto com a Polícia Civil”, informou em nota.

Roubo para revenda

Celulares roubados apreendidos pela Polícia Civil de Brasília com criminosos que desviavam cargas em Aeroporto de Brasília (Foto: TV Globo/Reprodução)

Segundo as investigações da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF) no âmbito da Operação Icarus, deflagrada em setembro, a organização criminosa era especializada em roubar cargas de eletrônicos no aeroporto e revender os aparelhos na Feira dos Importados. O prejuízo estimado pela polícia supera R$ 2 milhões.

O funcionário da banca na feira que comercializava os aparelhos – a maioria sob encomenda dos clientes – também foi preso no sábado. Segundo a polícia, ele vendia os celulares a preços “bem abaixo do mercado para atender a uma clientela cativa”.

No comércio, foram apreendidos 222 aparelhos, tablets e outros produtos eletrônicos – todos sem nota fiscal.

Fonte: G1/DF