ROCAM captura foragido da Justiça na zona Norte de Natal

JARDEL FIDELIS DO NASCIMENTO, DE 33 ANOS, FOI RECAPTURADO NA NOITE DESTE DOMINGO (18). (DIVULGAÇÃO/SESED)

JARDEL FIDELIS DO NASCIMENTO, DE 33 ANOS, FOI RECAPTURADO NA NOITE DESTE DOMINGO (18). (DIVULGAÇÃO/SESED)
Ao fim da sessão que abriu processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que não comemora o resultado porque o momento é sério e grave.
— Não estou feliz. Não acho que no momento que vai fazer abertura de processo de impedimento da presidente não é algo que tem que ser comemorado. Tudo isso é muito triste.
Cunha, que atuou fortemente pelo impeachment de Dilma, disse que os parlamentares fizeram sua parte e pediu agilidade ao Senado.
— Quanto mais tempo demorar, pior para o país. A máquina vai parar, o país vai parar a partir de amanhã. Fizemos nossa parte com toda a isenção possível — disse Cunha.
Ele criticou o que chamou de “feirão” feito pelo Palácio do Planalto em busca de votos para barrar o impeachment:
— Um feirão foi feito para comprar votos de qualquer maneira e se chegou ao fundo do poço.
O Globo

PÚBLICO QUE SE MANIFESTOU EM APOIO OU CONTRA A PRESIDENTE DILMA ROUSSEF NA CAPITAL POTIGUAR FOI SEMELHANE(DIVULGAÇÃO/SESED)
A Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) não registrou nenhuma ocorrência relacionada as manifestações populares deste domingo (17), em Natal. Durante todo o dia, o Gabinete de Gestão Integrada Estadual (GGI-E), órgão executivo composto por representantes do poder público das diversas esferas e por representantes das diferentes forças com atuação na área da segurança pública, esteve monitorando, em tempo real, por meio de sistemas de videomonitoramento e por profissionais velados do serviço de inteligência todos os acontecimentos que ocorriam nos locais de concentração.
A quantidade de pessoas que saíram às ruas para defender a permanência de Dilma Roussef, na Praça do Bairro do Mirassol, quanto àqueles que desejavam o impeachment da presidente, na Praça Cívica, no Bairro Petrópolis, foi semelhante variando entre 1.200 a 1.500. O horário de maior concentração de pessoas nestes locais foi entre às 17:30h e 18h.
Um efetivo de cerca de 450 profissionais extras, entre agentes de segurança pública e trânsito, foi disponibilizado pelos governos Federal, Estadual e Municipal especialmente para os eventos.
A Polícia Civil atuou com Delegacias Móveis completas, que funcionaram nas proximidades dos eventos, sendo compostas por delegados, agentes e escrivães, para registro de ocorrências. Além disso, equipes extras da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deicor) também estiveram circulando nos eventos. O funcionamento das delegacias de plantão Zona Norte e Sul ocorreu normalmente.
A Polícia Militar contará com diversas unidades operacionais distribuídas em pontos estratégicos do percurso. O Comando de Polícia Rodoviária Estadual (CPRE), por exemplo, realizou barreiras nos perímetros das Praças onde foram deitas abordagens a veículos e pessoas em atitude suspeita. O Corpo de Bombeiros Militar participou com cerca de 30 militares especializados no atendimento pré-hospitalar e combate a incêndio.
A PRF manteve equipes de prontidão na BR 101 e reforçou barreiras nas rodovias que dão acesso à Natal. A STTU ficou responsável pelos desvios dos fluxos de trânsito, principalmente relacionados ao itinerário dos ônibus que trafegam naquelas áreas.
Policiais militares da Força Tática de São Gonçalo do Amarante prenderam Alexandre de Oliveira, de 32 anos, que se encontrava com um mandado de prisão em aberto por crime de receptação.
Alexandre de Oliveira foi detido enquanto os policiais faziam patrulhamento de rotina na comunidade dos Barreiros, em São Gonçalo. Os militares se depararam com um veículo que era dirigido por ele.
O infrator foi entregue à Delegacia de Plantão da Zona Norte, que deverá recambiá-lo ao sistema prisional. Alexandre é membro de uma facção criminosa que atua no Estado, sendo considerado um dos sucessores de Joel Rodrigues da Silva (Joel do Mosquito), morto em outubro passado dentro da Cadeia Pública de Natal.
Portal BO
Manifestantes que protestaram contra o impeachment em Natal acompanharam com tristeza o resultado da votação da Câmara Federal, mas prometeram que vão continuar a luta nas ruas, orientados pelo deputado Fernando Mineiro.

O ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO, JOSÉ EDUARDO CARDOZO, DIZ QUE APROVAÇÃO DE PROCESSO DE IMPEACHMENT É ATO VERGONHOSO (ANTONIO CRUZ/ AGÊNCIA BRASIL)
O advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, disse que a decisão dos deputados de aprovarem hoje (18) a abertura do processo de impeachment foi política e que as denúncias contra a presidenta Dilma Rousseff não têm procedência e “nunca foram discutidas em profundidade”.
Segundo Cardozo, o governo recebeu com “indignação e tristeza” a notícia. “Não há como se afirmar que houve má-fé, dolo”, disse, em referência ao mérito do pedido deimpeachment em apreciação no Congresso Nacional, que agora será apreciado pelos senadores.
Reafirmando argumentações anteriores, o advogado disse que a defesa de Dilma já demonstrou “claramente” que não há ilegalidade nos decretos de crédito suplementar e nem no atraso do repasse de recursos do Tesouro aos bancos públicos, conhecido como “pedaladas fiscais”. Segundo o pedido de impeachment, esses configuram crime de responsabilidade fiscal.
“Em nenhum momento isso pode ser visto como operação de crédito, portanto não há ofensa à Lei de Responsabilidade Fiscal”, disse. Cardozo afirmou que a decisão foi “eminentemente e puramente política”,
“Estamos indignados. [A decisão é uma] ruptura à Constituição Federal, configura a nosso ver um golpe à democracia e aos 54 milhões de brasileiros que elegeram a presidenta, um golpe à Constituição. Temos hoje mais um ato na linha da configuração de um golpe, o golpe de abril de 2016, que ficará na história como um ato vergonhoso”, disse.
Agência Brasil

PLENÁRIO DA CÂMARA LOTADO DURANTE A VOTAÇÃO DA CONTINUIDADE DO PROCESSO DE IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA(FOTO: MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL)
A votação da admissibilidade do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff no plenário da Câmara dos Deputados teve ampla repercussão em países sul-americanos.
A imprensa argentina considera provável a destituição da presidenta e incerto o futuro do Brasil, marcado pela divisão política, uma recessão histórica e nas mãos de uma oposição cujos principais membros também são questionados por corrupção.
“Rotundo voto contra Dilma aproxima [a presidenta] da destituição”, diz o jornal Clarin, ao destacar que o processo de impeachment pode ainda durar seis meses e que a votação na Câmara dos Deputados, nesse domingo (17), foi marcada pela “divisão e pelo clima crispado [tenso], dentro e fora do Parlamento”.
La Nacion, também da Argentina, diz que “Dilma Rousseff ficou à beira do julgamento político”. Segundo o jornal, a crise no Brasil está longe de acabar e o país se encontra com “uma presidenta na porta da saída de emergência, um Congresso que festeja com euforia o trauma político que divide o país, um oficialismo que define como golpe um procedimento previsto pela Constituição e um eventual novo mandatário também suspeito de corrupção”. Em resumo, o país vive três crises de uma só vez: econômica, política e moral.
A imprensa chilena também destacou a divisão no Brasil. “Luz verde ao julgamento politico contra Dilma e o Brasil se parte em dois”, anunciou o jornal La Tercera. Segundo o El Mercurio, ao votarem a favor do impeachment, os deputados federais brasileiros “deixaram à beira do precipício a experiência mais emblemática do ciclo de governos de esquerda da América Latina”.
Os jornais ABC Color, do Paraguai, e El Pais, do Uruguai, também noticiaram na primeira página a derrota de Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados e a continuação do processo deimpeachment no Senado.
O terremoto no Equador foi o principal destaque no canal de televisão Telesur. O impeachmentficou em segundo lugar, com o anúncio da derrota de Dilma na Câmara dos Deputados e as incógnitas do futuro. Se o Senado também aprovar o impeachment, diz o canal de televisão, “assumiria o poder o vice-presidente Michel Temer” que, por sua vez, também pode ser submetido a um julgamento político, “obrigando o país a antecipar as eleições presidenciais”.

O PLENÁRIO DA CÂMARA DURANTE A VOTAÇÃO DO PROCESSO DE IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA. (FOTO: SITE VEJA)
O cobiçado microfone instalado no centro do plenário da Câmara dos Deputados foi protagonista de inusitados discursos durante a votação do impeachment neste domingo. Enquanto parte dos parlamentares dedicou o voto à democracia, ao fim da corrupção e às vozes das ruas, houve espaço também para surpreendentes homenagens e justificativas para dar prosseguimento à ação por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff. Na lista dos mais bizarros pronunciamentos, houve até a invocação ao fim da troca de sexo para crianças.
Famoso por suas declarações controversas, Éder Mauro (PSD-PA) iniciou seu voto em nome do filho de quatro anos – até aí, nada de muito diferente dos demais congressistas. Mas avançou afirmando que se posicionaria contra todos os “bandidos” que queriam destruir o país com a “proposta de que criança troque de sexo e aprenda sexo na escola com 6 anos de idade”. O plenário ficou perplexo após a declaração.
Já o deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), autor da célebre declaração de que está “se lixando” para a opinião pública, dedicou o voto em favor do impeachment às mãos calejadas dos fumicultores do Rio Grande do Sul. E encerrou comemorando este 17 de abril: “Feliz aniversário, Ana, minha neta”.
Aproveitando os poucos segundos de fama, o deputado Marcos Reategui (PSD-AP), que é delegado de polícia, fez um dos pronunciamentos mais longos, chegando a ser vaiado pela demora. Ele apresentou um balanço de valores recolhidos pela Justiça referentes a dívidas ao Fisco e defendeu o “conserto” do país. “Estou propondo aqui uma CPI para que possamos realmente passar o Brasil a limpo. O voto é sim à CPI, e sim também ao impeachment”, afirmou.
A deputada Marinha Raupp (PMDB-RR) mostrou sua “gratidão à ministra Dilma Rousseff” e lembrou que ela tirou a população da BR-429 do sofrimento. Mas, dedicando o voto ao partido, à unificação da família e à sua base eleitoral, Rondônia, votou favorável ao processo.
Os corretores de seguros do país foram lembrados pelo deputado Lucas Vergilio (SD-GO); Eduardo Bolsonaro (PSC-SP) lembrou de Deus e aqueles que votaram contra o Estatuto do Desarmamento; Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) citou aposentados, pensionistas e idosos para anunciar apoio à destituição de Dilma.
Enquanto a maioria dos congressistas aproveitou o momento do voto para aparecer em rede nacional, o voto do ex-prefeito de São Paulo Paulo Maluf (PP) foi a toque de caixa: “Meu voto é sim”, limitou-se a dizer. Há exato um mês, Maluf figurava entre os ilustres convidados para a cerimônia de posse do ex-presidente Lula na Casa Civil.
Veja
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