NOVE CANDIDATOS TIVERAM SOMENTE UM VOTO NA CAPITAL POTIGUAR.
Pelo menos 19 candidatos a vereador de Natal não tiveram nenhum voto, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE). Ao todo, 595 pessoas se candidataram a uma vaga para a Câmara Municipal de Natal.
A candidata Maria Cleide, que não obteve nenhum voto, desistiu do pleito e renunciou. Já Sueleide Pereira da Silva teve o registro de candidatura indeferido, mas também não teve nenhum voto. Os outros 17 candidatos que não tiveram nenhum voto estavam com as candidaturas regulares. Pelo menos nove candidatos tiveram apenas 1 voto e outros 6 tiveram 2 votos cada um.
Uma operação da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta terça-feira (4), investiga grupo criminoso responsável tanto pela possível prática de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia, quanto por esquemas de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. Chamada de Operação Hidra de Lerna, os policiais estão cumprindo 16 mandados de busca e apreensão autorizados pela ministra Maria Thereza Rocha de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a PF, “a operação, que deriva de 3 colaborações de investigados na Operação Acrônimo, já homologadas pela Justiça e em contínuo processo de validação pela Polícia Federal, tem como origem dois novos inquéritos em tramitação no STJ e cuja distribuição entre os ministros da corte ocorreu de forma automática”.
Em uma das linhas de investigação, a suspeita da PF é que os esquemas investigados realizassem triangulações com o objetivo de financiar ilegalmente campanhas eleitorais. Para isso, a empreiteira investigada “contratava de maneira fictícia empresas do ramo de comunicação, especializadas na realização de campanhas políticas, remunerando serviços prestados a partidos políticos e não à empresa do ramo de construção civil”. ]
Em outra direção a PF pretende investigar a ocorrência de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. O nome da operação, Hidra de Lerna, faz referência à figura da mitologia grega, que, ao ter a cabeça cortada, ressurge com duas cabeças. A Operação Acrônimo, ao chegar a um dos líderes de uma Organização Criminosa, se deparou com uma investigação que se desdobra e exige a abertura de dois novos inquéritos.
Sete dirigentes partidários da Rede Sustentabilidade anunciaram nesta segunda-feira sua desfiliação do partido, em uma carta aberta recheada de críticas à legenda, que seria estruturada sobre um “vazio de posicionamentos políticos”, e a Marina Silva, porta-voz e maior lidença da Rede, que navegaria em uma “sucessão de ambiguidades”. Os dissidentes faziam parte dos diretórios estaduais do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul, e ressaltaram que esperaram o fim do primeiro turno das eleições municipais para anunciar a decissão, querendo evitar um uso eleitoreiro.
Assinam a carta Luiz Eduardo Soares, Miriam Krenzinger, Marcos Rolim, Liszt Vieira, Tite Borges, Carla Rodrigues Duarte, Sonia Bernardes. No texto, os agora ex-membros da Rede afirmam que encaravam o partido como um instrumento para contestar as formas tradicionais de se fazer política e para mudar o Brasil. No entanto, explicam, perceberam aos poucos que o “vazio de posicionamentos políticos” sobre o qual a sigla tem se estruturado não vinha das limitações da sigla, e sim de uma “postura determinada que evita as definições, porque percebe que cada uma delas pressupõe um custo político-eleitoral”.
A carta não pouca críticas à ex-candidata a presidente Marina Silva, a quem o partido seria cada vez mais dependente. Fazendo questão de ressaltar que Marina é “uma liderança política com virtudes excepcionais”, os dissidentes afirmam que ela “não lidera a Rede para que o partido assuma definições políticas consistentes, parecendo preferir navegar em meio a uma sucessão de ambiguidades”.
Uma das principais discordâncias sobre a condução da legenda foi o posicionamento favorável ao impechment da ex-presidente Dilma Rousseff. “Não é sustentável um partido cuja direção vota um tema chave para a história do Brasil, o impeachment, sob o argumento explícito de que ‘não podemos deixar Marina sozinha’, tendo ela anunciado, na véspera, sozinha e sem consultas, sua surpreendente posição favorável, depois de declarar-se contrária ao longo de meses”, diz um trecho da carta.
Para os ex-dirigentes, o impeachment “entregou o poder ao PMDB e a um grupo político envolvido nas investigações da Lava Jato e comprometido em aplicar políticas radicalmente contrárias ao que sempre supomos fossem os valores e os objetivos da Rede”. Eles também discordam do posicionamento de seguir apoiando o julgamento, ainda em curso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer, por irregularidades na eleição de 2016. A estratégia seria “tão inverossímil quanto ingênua e equivocada”. O texto diz que ação só teria resultados se o impeachment não fosse aprovado.
Por fim, a carta critica o apoio da Rede à candidatura de Sebastião Melo (PMDB) à prefeitura de Porto Alegre, quando havia a chance de apoiar Luciana Genro (PSOL). Marina participou pessoalmente da campanha de Melo, atual vice-prefeito da cidade, que irá disputar o segundo turno com Nelson Marchezan Júnior (PSDB).
O presidente nacional do PMDB, o senador Romero Jucá (RR), afirmou que as eleições municipais desse domingo (2) foram um “referendo” do processo de impeachment, que resultou no afastamento e cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) no fim de agosto deste ano.
“Se havia algum discurso de golpe, de que tiraram Dilma, de que o PT tinha 54 milhões de votos, esse discurso acabou”, disse Jucá em entrevista ao UOL nesta segunda-feira (3).
“Não houve golpe; houve uma decisão constitucional e um referendo no Brasil dessa decisão. Majoritariamente, os partidos que tiraram Dilma ganharam a eleição de ponta a ponta no país”, acrescentou.
Ao lado do mandatário argentino, Mauricio Macri, durante visita ao país vizinho, nesta segunda-feira, 3, o presidente da República comentou o fato de ter mudado o horário em que iria votar no domingo, em um colégio em São Paulo, evitando, assim, uma manifestação programada contra ele.
O presidente da República, Michel Temer, comentou nesta segunda-feira, 3, durante visita à Argentina, a eleição municipal ocorrida no último domingo, 2, no Brasil. Falando ao lado do mandatário argentino, Maurício Macri, Temer foi questionado sobre se teria fugido de manifestações que estavam programadas contra ele no seu local de votação, em um colégio de São Paulo. “Os protestos são naturais na democracia, eu não me incomodo com eles. Eu estava programado para votar em um determinado horário, mas surgiu um compromisso e eu votei às 8 horas. A imprensa toda estava lá. Agora, se estava programado um protesto na minha votação e eu evitei, tanto melhor para mim”, afirmou.
Temer comentou que não participou das eleições, justificando que sua base de apoio parlamentar é muito grande e contava com candidatos em várias cidades, sendo que em muitos locais eles concorriam com postulantes do seu partido, o PMDB. “Como presidente, não participei de nenhuma campanha, não saí do meu gabinete, não gravei nenhum vídeo, nem no meu Estado”, afirmou.
O presidente comentou que o PMDB sempre consegue o maior número de prefeituras no País e que inclusive houve um pequeno aumento no número de cidades comandadas pelo partido nesta eleição. “O PMDB tem muita capilaridade”.
Ao lado de Macri, ele comentou que os dois países vizinhos enfrentam problemas parecidos, como o desemprego e o combate à pobreza. Temer lembrou que o governo enviou ao Congresso a PEC dos gastos e que isso deve dar maior credibilidade ao governo, gerando confiança na economia e atraindo investimentos. “A gente só combate o desemprego com investimento, e quem faz isso é a iniciativa privada. Temos dito que o poder público não pode fazer tudo por sua conta, se fosse assim, bastaria criar milhões de cargos no serviço público, como parece que aconteceu na Argentina”, comentou em uma crítica velada à antecessora de Macri no cargo, Cristina Kirchner, que é acusada de criar milhões de cargos comissionados na administração pública.
Macri foi questionado ainda sobre a possibilidade de os países do Mercosul buscarem acordos comerciais fora do bloco, como por exemplo para destravar as tratativas com a União Europeia. Ele respondeu que Brasil e Argentina tem uma longa parceria e que devem percorrer um caminho conjunto. “Junto com o Brasil está tudo bem, tudo joia, tudo legal”, falou em português.
A Seleção Brasileira desembarcou em Natal para o jogo da próxima quinta-feira (6), contra a Bolívia, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo FIFA 2018, na Arena das Dunas. E quem também chegou em solo potiguar com a Canarinho foi o CBF Social.
O projeto, que terá como embaixador o tricampeão mundial Jairzinho Furacão, vai promover palestras para debater o desenvolvimento do futebol na infância e adolescência e buscar melhorias na modalidade de uma forma geral, como no trabalho de prevenção de lesões, e promete agitar a garotada da região, com experiências inesquecíveis.
As ações começam já nesta segunda-feira (3). Cinquenta crianças e adolescentes vão assistir ao treino da Seleção Brasileira, a partir das 18h40 (de Brasília), na Arena das Dunas.
No dia seguinte, às 8h (de Brasília), será realizado o Workshop “Fifa 11+”, que trata-se de um programa completo de aquecimento e prevenção de lesões no futebol. Mais tarde, às 16h (de Brasília), o ídolo Jairzinho vai entregar uma camisa da Seleção Brasileira autografada ao Hospital Infantil Varela Santiago.
Acusado de incitar discurso de ódio contra feministas, o corretor de imóveis Jaufran Siqueira (PMN), que disputava uma cadeira na Câmara Municipal de Natal, obteve apenas 459 votos. Em termos percentuais, o candidato recebeu 0,13% dos votos válidos, sendo apenas o 457º mais votado.
Através das redes sociais, Siqueira agradeceu aos votos recebidos e assegurou que “continuará incomodando os nazistas tropicais, ou seja, os petistas e toda a escória esquerdista de Natal”. Ele, no entanto, admitiu ter cometido equívocos ao longo do período de campanha eleitoral.
Jaufran ganhou fama após postar um meme – imagem de teor humorístico – na sua página no Facebook onde afirmava que, caso eleito vereador, iria colocar fogo nas feministas de Natal. Em função disso, o candidato foi denunciado mais de duas mil denúncias junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). O caso segue tramitando no órgão jurídico.
O PMN, no fim de agosto, afirmou que excluiria Jaufran da legenda e pediria a anulação da sua candidatura junto ao TRE. No entanto, apesar das desavenças com a cúpula do partido, Siqueira continuou como candidato.
Os muros de duas escolas foram pichados na madrugada desta segunda-feira (3) na cidade de Currais Novos, região Seridó do estado. As pichações faziam alusão, de forma positiva, ao presidente Michel Temer e ao deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ), pré-candidato à presidência em 2018.
Os centros de ensino alvo da ação de vandalismo foram o IFRN e a Escola Estadual Capitão Mor Galvão. As frases foram pichadas após a vitória do candidato Odon Júnior (PT), consolidada neste domingo. Não é possível afirmar se há relação entre os fatos.
No muro do IFRN foram pichadas as frases “Bolsonaro 2018”, “Fica Temer” e “Fora PT”. A administração do centro de ensino federal apagou as pichações no início da manhã. O caso foi denunciado por diversas pessoas através das redes sociais.
O presidente da República, Michel Temer, afirmou, nesta segunda-feira (3), que o alto índice de abstenção de eleitores no primeiro turno das eleições municipais deste domingo (2) é um recado da população à classe política.
A declaração foi dada durante entrevista coletiva após reunião com o presidente da Argentina, Mauricio Macri, na residência oficial Quinta de Olivos, em Buenos Aires.
Mais de 25 milhões de eleitores (17,58%) não compareceram às urnas para votar no primeiro turno das eleições municipais em todo o país. Nove cidades do país tiveram índice de abstenção acima de 30%.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o número de faltosos totalizou 25.330.431. O percentual é superior aos pleitos municipais de 2012 e de 2008.
“Não se pode relativizar [a decepção da população] com o partido A ou B. É uma mensagem que se dá à classe política brasileira para que ela reformule costumes inadequados. Vejam o candidato em São Paulo que se elegeu no primeiro turno e falava que era gestor, não político”, disse Temer, se referindo ao novo prefeito eleito da capital paulista, João Doria (PSDB).
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