12 de março de 2026 às 08:15
12 de março de 2026 às 07:26
FOTO: DIVULGAÇÃO
Uma das maiores tendências do fitness mundial acaba de desembarcar em Natal. A be.move se tornou a primeira academia filiada ao Hyrox na capital potiguar, trazendo para a cidade um formato de treino que mistura performance, competição e comunidade global.
Criado na Alemanha, o Hyrox vem revolucionando o universo do treino funcional ao transformá-lo em um esporte padronizado de alta performance. O desafio é sempre o mesmo, em qualquer parte do mundo: 8 km de corrida intercalados com oito estações de exercícios funcionais, combinando resistência, força e estratégia em um único circuito.
Essa padronização permite que atletas comparem resultados globalmente, o que ajudou a impulsionar o crescimento do esporte. Segundo projeções divulgadas pela BBC, mais de 1,3 milhão de atletas devem participar de eventos Hyrox ao redor do mundo em 2026.
Agora, essa experiência chega a Natal por meio da be.move, que passa a oferecer o Hyrox Move, versão adaptada do formato oficial para o ambiente de treino.
Para Loamy Fonseca, diretor da academia, a proposta vai além de um treino intenso.“Estamos trazendo para nossos alunos um modelo de treino que conecta performance, metas claras e evolução real. O Hyrox transforma o treino em um desafio mensurável e extremamente motivador”, afirma.
A estreia acontece no sábado (14), às 6h15, na unidade Lagoa Nova, dentro da programação especial que celebra os seis anos da be.move.
Com a novidade, a academia reforça seu posicionamento de inovação e passa a integrar uma rede internacional de afiliadas que conecta atletas, academias e competições em diversos países.
Mais informações e a programação completa estão disponíveis no Instagram oficial da academia: @be.move.
12 de março de 2026 às 08:00
12 de março de 2026 às 06:17
FOTO: ROSINEI COUTINHO
O governo Donald Trump avalia a possibilidade de voltar a sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base na chamada Lei Magnitsky.
O ministro foi punido com a sanção pelo governo dos EUA em julho de 2025. A decisão criou empecilhos para que Moraes negociasse ou usasse serviços de empresas americanas, além de congelar eventuais ativos e propriedades dele nos EUA.
A sanção foi estendida à mulher do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, e a uma firma pertencente a ela, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos.
Em dezembro passado, a aplicação das sanções foi suspensa.
A existência de discussões sobre o assunto na administração Trump foi relatada à coluna por três fontes, de forma independente entre si, no último mês.
Dentro do governo dos EUA, o responsável por acompanhar a atuação de Moraes é o assessor sênior do Departamento de Estado Darren Beattie. Nomeado no fim de fevereiro para o cargo, ele já exercia influência sobre a política do governo Trump para o Brasil desde o começo do atual mandato do republicano, em janeiro de 2025.
Na última terça-feira (10/3), Alexandre de Moraes autorizou Darren Beattie a visitar Jair Bolsonaro em sua cela na “Papudinha” — na verdade, uma ala do 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) dentro do presídio da Papuda, em Brasília.
Além de Bolsonaro, Beattie deverá se encontrar com outros políticos de oposição durante sua visita a Brasília na semana que vem.
Em agosto do ano passado, Beattie criticou Moraes diretamente em um post em uma rede social. Segundo ele, o ministro seria “o principal arquiteto do complexo de censura e perseguição direcionado a Bolsonaro e seus apoiadores”.
Big Techs são a principal fonte de tensão dos EUA com Moraes
Atualmente, a principal fonte de tensão entre Moraes e o governo Trump não é a execução penal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e sim o histórico conflituoso do ministro com empresas americanas de tecnologia, especialmente as gigantes do setor, chamadas coletivamente de “Big Tech”.
Em agosto do ano passado, Moraes proibiu todos os brasileiros de usarem a plataforma X, o antigo Twitter, atualmente sob propriedade do bilionário Elon Musk.
A proibição se estendeu por 39 dias e só foi suspensa após o pagamento de R$ 26,8 milhões em multas, o bloqueio de perfis investigados e a nomeação, por parte da empresa, de representantes no Brasil.
O Departamento de Estado de Trump vê com preocupação a difusão do pensamento de Alexandre de Moraes, nos círculos jurídicos, sobre o enfrentamento ao “populismo extremista” nas redes sociais.
O ministro é autor de um livro sobre o assunto, intitulado “Democracia e Redes Sociais: Desafio de Combater o Populismo Digital Extremista”. Lançada em outubro de 2024, a obra foi finalista do Prêmio Jabuti no ano passado.
Na obra, Moraes propõe a regulamentação das plataformas de internet como uma forma de proteger o eleitorado de supostas manipulações indevidas, especialmente durante as eleições.
Empresas de redes sociais deveriam ser responsabilizadas como as outras empresas de comunicação, argumenta ele.
“As condutas dos provedores de redes sociais e de serviços de mensageria privada e de seus dirigentes precisam ser devidamente regulamentadas e responsabilizadas, pois são remuneradas por impulsionamentos e monetização, bem como há o direcionamento dos assuntos pelos algoritmos, podendo configurar responsabilidade civil e administrativa das empresas e penal de seus representantes legais”, diz um trecho.
O governo Trump vê a tese de Moraes sobre as Big Tech como um atentado a valores dos EUA, como a liberdade de expressão. Há preocupação com a influência que Moraes possa vir a exercer sobre juristas de outros países, impactando políticos e movimentos de direita que usam as redes sociais para difundir suas ideias.
12 de março de 2026 às 05:11
12 de março de 2026 às 05:33
FOTO: DIVULGAÇÃO
O mercado financeiro brasileiro encerrou a terça-feira (10) com um recuo expressivo nas taxas de juros futuros (DIs), impulsionado por um cenário externo mais favorável. A mudança de humor dos investidores decorre das recentes sinalizações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugerindo que o conflito bélico com o Irã pode ter um encerramento célere.
Esse novo contexto fortaleceu as projeções de que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central opte por uma redução de 0,50 ponto percentual na Selic, atualmente em 15%, durante a reunião marcada para a próxima semana.
Acompanhando a desvalorização acentuada do petróleo no mercado internacional e a queda do dólar frente à moeda brasileira, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2027 registrou 13,6% no fim da tarde, uma retração de 14 pontos-base em comparação ao ajuste anterior de 13,741%. No trecho mais longo da curva, o DI para janeiro de 2035 apresentou baixa de 15 pontos-base, situando-se em 13,68%.
A tendência de queda já havia se manifestado na tarde de segunda-feira, logo após as primeiras falas de Trump indicando que a intervenção militar de EUA e Israel estaria em vias de conclusão.
O otimismo foi reforçado por declarações feitas pelo mandatário americano a congressistas republicanos, nas quais ele previu que a guerra “será concluída muito rapidamente”. Além disso, em entrevista à Fox News, o presidente sinalizou abertura diplomática ao afirmar ser possível que esteja disposto a estabelecer conversas com o governo iraniano.
A perspectiva de uma resolução ágil trouxe alento sobre a estabilização do fluxo de óleo pelo Estreito de Ormuz, fazendo com que o barril da commodity em Nova York despencasse para cerca de US$ 84, uma queda drástica em relação aos US$ 120 registrados na véspera.
Essa deflação do petróleo amenizou os receios sobre pressões inflacionárias globais e domésticas.
O pico do otimismo ocorreu às 14h19, momento em que o DI para janeiro de 2027 tocou a mínima de 13,455% e o dólar à vista atingiu seu menor patamar no dia, cotado a R$ 5,1326. O comportamento dos ativos reflete diretamente a precificação de 76% de chance de que o Banco Central brasileiro aproveite o alívio externo para acelerar o ciclo de cortes nos juros na próxima quarta-feira.
12 de março de 2026 às 05:10
12 de março de 2026 às 05:31
FOTO: REPRODUÇÃO/BAND
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), afirmou nesta quarta-feira 11 que articula a construção de uma maioria na Assembleia Legislativa com o objetivo de garantir a eleição de um nome alinhado ao seu grupo político na disputa da eventual eleição indireta para um mandato tampão no governo.
O Rio Grande do Norte terá uma eleição indireta para o Governo do Estado se forem confirmadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB). Os dois precisam deixar os cargos até 4 de abril para ficarem aptos à disputa eleitoral de outubro. Fátima é pré-candidata ao Senado, enquanto Walter Alves é pré-candidato a deputado estadual.
Na eleição indireta, os 24 deputados estaduais terão de eleger um governador e um vice-governador para completarem o mandato até o fim: 5 de janeiro de 2027. O PT já apresentou o secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, como seu candidato na disputa, mas o petista enfrenta resistências na Assembleia.
“Estamos trabalhando firme e incansavelmente para que possamos ter uma correlação de forças políticas na Assembleia Legislativa adequada para que a gente possa eleger o candidato apresentado por nós”, afirmou a governadora, em entrevista ao programa Band Mulher, da TV Band RN.
A governadora defendeu que, independentemente do nome escolhido, o governador do mandato tampão seja ligado ao governo eleito em 2018 e 2022.
“Eu tenho uma responsabilidade com o Estado. Em 2018, a maioria do povo do Rio Grande do Norte foi às urnas e escolheu a governadora. Em 2022, foi às urnas novamente e me reelegeu governadora. Por isso, a gente tem trabalhado no sentido de que seja respeitada essa vontade do povo nas urnas”, enfatizou.
Por causa das dificuldades para eleger o sucessor, aliados da governadora admitem a possibilidade de ela não renunciar e completar o mandato. Neste caso, o PT teria outro candidato ao Senado. Mas, durante a entrevista, Fátima Bezerra reafirmou a intenção de disputar o mandato. Segundo ela, a candidatura faz parte de um projeto nacional da esquerda para fazer frente ao bolsonarismo no Congresso.
“Há o desejo não só do presidente Lula, não só do PT nacional, mas das forças no campo democrático popular que eu disponibilize o meu nome para o Senado. Porque a eleição eleitoral se tornou muito estratégica, principalmente o Senado. Disputar o Senado hoje significa, primeiro, reafirmar o nosso compromisso com os interesses do Estado, mas também o nosso compromisso com a estrutura democrática, com a defesa da democracia”, afirmou Fátima Bezerra.
Durante a entrevista, Fátima reafirmou que o nome escolhido por seu grupo político para disputar o governo é Cadu Xavier. A governadora afirmou que o secretário reúne experiência administrativa, capacidade técnica e trajetória dentro da gestão estadual que o credenciam a representar o projeto político do grupo nas próximas eleições. Ela, no entanto, admitiu outros nomes.
“O nosso candidato é Cadu Xavier. Uma candidatura que tem muito presente e muito futuro político. Talento, sabedoria, experiência. Está comigo desde a época da transição, antes da primeira eleição, em 2018. É um servidor muito capacitado, é um excelente gestor e está preparado, sem dúvida nenhuma, não só para dar continuidade ao nosso trabalho, mas, sobretudo, avançar. Ele é o nosso candidato. Agora, estamos trabalhando com outros nomes também”, afirmou Fátima Bezerra.
Ao ser questionada especificamente sobre Francisco do PT, ela afirmou: “É um dos nomes. Outros eu não vou dizer não”.
Governadora diz que oposição é “desqualificada” e “prejudica o Estado”
Na entrevista à TV Band RN, a governadora também fez duras críticas à oposição. Segundo ela, parte dos adversários tem adotado uma postura “desqualificada” e baseada em ataques pessoais, o que, em sua avaliação, acaba prejudicando o próprio Rio Grande do Norte.
Durante a entrevista, Fátima afirmou que não generaliza todos os adversários, mas disse que uma fatia significativa da oposição tem origem no bolsonarismo e atua de forma movida por ódio político. “O que nós temos visto aqui no Rio Grande do Norte é uma oposição, uma parte, boa parte dela — também não generalizo tudo — que se alimenta de origens bolsonaristas. Ela faz uma oposição de uma maneira muito desqualificada. É criticar por criticar”, declarou.
A governadora disse que esse comportamento vai além da disputa política tradicional e se manifesta em ataques que, segundo ela, chegam a ultrapassar limites institucionais e pessoais. “Eu vejo uma misoginia sem tamanho. Os ataques são elevados de canalhice, de desrespeito. Ou seja, é uma oposição muito virulenta, desqualificada”, afirmou.
Fátima também acusou setores da oposição de espalharem informações falsas para desgastar sua gestão e sua imagem política. “É mentirosa. Ficam se alimentando de fake news. É uma fake news atrás da outra”, disse.
Apesar das críticas, a governadora afirmou que não rejeita o papel da oposição em uma democracia. Segundo ela, quando exercida com responsabilidade e espírito público, a crítica política pode inclusive contribuir para aperfeiçoar a gestão. “Uma oposição quando é feita com senso de responsabilidade, com espírito público, ela inclusive ajuda o governo”, afirmou.
Comissão especial vai analisar PEC da eleição indireta
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte instalou, nesta quarta-feira 11, a comissão especial que será responsável por analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 03/2022, que trata dos procedimentos a serem realizados no caso de vacância dupla no Governo do Estado (como mortes ou renúncias do governador e do vice-governador) nos dois últimos anos do mandato.
A PEC tem o objetivo de estabelecer na Constituição do Estado um entendimento já firmado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Atualmente, a Constituição do Estado determina que, em caso de vacância dupla no governo no último ano do mandato, o cargo deve ser ocupado até o fim (5 de janeiro do ano seguinte) pelo presidente da Assembleia Legislativa ou, se houver recusa, pelo presidente do Tribunal de Justiça.
Em março de 2025, porém, o STF invalidou essa regra, determinando que, no caso de vacância dupla nos dois últimos anos, o Estado precisa realizar novas eleições (diretas ou indiretas) para escolher governador e vice para um mandato tampão. Seguindo o que determina a Constituição Federal, quando a vacância dupla ocorre no último ano de mandato, o caminho é a realização de eleição indireta.
O Rio Grande do Norte caminha para ter essa situação em abril, quando são esperadas as renúncias da governadora Fátima Bezerra (PT) e do vice-governador Walter Alves (MDB).
Durante o encontro, os parlamentares elegeram por unanimidade o deputado Gustavo Carvalho (PL) para a presidência da comissão especial. A vice-presidente será a deputada Cristiane Dantas (Solidariedade).
O relator será o deputado estadual Francisco do PT, que agora tem 10 dias para apresentar parecer sobre a proposta. A apreciação do relatório está prevista para ocorrer em reunião marcada para o dia 25 de março, às 9h.
Os outros dois membros da comissão são Isolda Dantas (PT) e Hermano Morais (PV).
Em 4 de março, mesmo antes da oficialização da mudança constitucional, a Assembleia aprovou por unanimidade um projeto de resolução que estabelece as regras para a realização da eventual eleição indireta. O texto aguarda promulgação pelo presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB). Segundo o texto, a eleição indireta deverá ser realizada em até 30 dias depois da vacância dupla.
12 de março de 2026 às 05:09
12 de março de 2026 às 05:32
FOTO: GETTY
Darren Beattie é assessor do governo dos Estados Unidos ligado ao presidente Donald Trump e responsável, no Departamento de Estado, por assuntos e políticas relacionadas ao Brasil. Ele foi o nome citado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro em pedido ao STF (Supremo Tribunal Federal) para realizar uma visita extraordinária ao político, que cumpre pena na Papudinha, em Brasília.
Segundo a Agência Brasil e o R7, Beattie atua como assessor do Departamento de Estado norte-americano, com foco específico na relação de Washington com o Brasil. No cargo, ele participa da formulação e do acompanhamento de estratégias e iniciativas do governo Trump voltadas ao país, em um posto classificado como de alto nível na estrutura diplomática.
Segundo a Agência Brasil e o R7, Beattie atua como assessor do Departamento de Estado norte-americano, com foco específico na relação de Washington com o Brasil. No cargo, ele participa da formulação e do acompanhamento de estratégias e iniciativas do governo Trump voltadas ao país, em um posto classificado como de alto nível na estrutura diplomática.
O pedido apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo que levou Bolsonaro à prisão, solicita autorização para que Beattie entre na unidade prisional acompanhado de um intérprete, já que o ex-presidente não fala inglês.
A defesa argumenta que o assessor estará em Brasília em missão oficial por curto período, o que exigiria uma autorização excepcional para o encontro.
Bolsonaro está preso na Papudinha, no Complexo da Papuda, onde cumpre pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, e todas as visitas dependem de aval prévio do ministro do STF.
A eventual reunião entre o ex-presidente e o assessor de Trump, se autorizada, ocorreria sob essas regras e dentro das condições fixadas pelo Supremo para o cumprimento da pena.
12 de março de 2026 às 05:08
12 de março de 2026 às 05:29
FOTO: REPRODUÇÃO
A morte em ação policial registrada no final da tarde desta quarta-feira na comunidade do Passo da Pátria, na Zona Leste de Natal, provocou um protesto de moradores na principal via de acesso ao bairro durante a noite.
De acordo com informações iniciais, um jovem identificado como Richard, de 23 anos, morreu durante uma operação policial realizada na comunidade. Logo após a ocorrência, moradores se reuniram na Avenida do Contorno e iniciaram uma manifestação.
Protesto bloqueia avenida e ônibus é depredado
Durante o protesto, moradores colocaram objetos na pista e atearam fogo. Como resultado, a fumaça tomou conta da via e dificultou a circulação de veículos na região.
Além disso, manifestantes depredaram um ônibus nas proximidades da rotatória que dá acesso ao viaduto do Baldo. O veículo ficou atravessado na pista e bloqueou parcialmente o trânsito.
Por causa da situação, motoristas precisaram mudar o trajeto. Muitos veículos seguiram em direção à Cidade Alta para conseguir deixar a área.
Equipes de reportagem que estavam no local registraram a movimentação intensa de moradores acompanhando o protesto. Até aquele momento, nenhuma viatura da Polícia Militar estava na avenida onde a manifestação ocorria.
Avó da vítima relata momento da ação policial
Durante a cobertura ao vivo exibida no programa Tá Na Hora RN, a avó do jovem morto conversou com a reportagem. Segundo ela, o neto estava dentro de casa quando os policiais entraram na residência.
De acordo com o relato, Richard estava deitado no quarto quando os disparos aconteceram. A mulher afirmou que tentou impedir a ação e pediu para que os policiais não atirassem.
Ainda segundo a avó, o jovem não reagiu durante a abordagem. Além disso, ela declarou que não havia arma ou qualquer material ilícito com ele dentro da casa.
Durante a entrevista, a mulher também confirmou que o neto já teve passagem pelo sistema penitenciário. No entanto, ela disse que ele estava em liberdade no momento da ocorrência.
Caso gera revolta entre moradores
A morte em ação policial gerou revolta entre moradores da comunidade. Por isso, o grupo decidiu realizar o protesto na principal avenida de acesso ao bairro.
A situação provocou tensão na região e chamou a atenção de quem passava pelo local. Enquanto isso, moradores acompanharam a manifestação e observaram a movimentação na avenida.
A reportagem foi exibida ao vivo pelo repórter Ranilson Oliveira durante o programa Tá Na Hora RN. Novas informações sobre o caso devem ser apresentadas nas próximas edições do Patrulha da Cidade ou a qualquer momento nas redes sociais da emissora.
12 de março de 2026 às 05:07
12 de março de 2026 às 05:39
FOTO: REPRODUÇÃO
A prisão de Victor Hugo Oliveira Simonin, envolvido no caso de estupro coletivo em Copacabana, encorajou uma nova denúncia de violência sexual contra ele. Uma ex-colega de Simonin no Colégio Pedro II, agora maior de idade, procurou a polícia para relatar um abuso ocorrido quando ela tinha apenas 17 anos.
O episódio aconteceu durante uma festa escolar. Segundo o depoimento da vítima, o que começou com um beijo evoluiu para uma tentativa de agressão quando Victor passou a exigir atos sexuais. “Ele pediu para eu fazer sexo oral nele. Eu disse que não ia fazer aquilo, muito menos ali”, recorda a jovem.
Mesmo com a negativa explícita, o agressor teria passado a usar a força física para subjugar a adolescente. “Enquanto a gente se beijava, ele começou a tentar empurrar minha cabeça para baixo. Eu falei: ‘Victor, eu não vou fazer isso aqui. E aí nisso, ele continuou’”, relatou. A situação escalou quando a vítima se desequilibrou e caiu; momento em que Simonin teria forçado o sexo oral.
O ato só foi interrompido com a intervenção de um segurança do evento. A jovem explica que demorou a processar a gravidade do que viveu. O entendimento de que havia sido vítima de um crime só veio com a repercussão do caso de Copacabana. ”Eu ouvi e eu falei: ‘tá’, realmente aquilo ali foi um estupro e eu preciso realmente falar sobre isso”, declara.
Após o trauma na festa, a adolescente ainda recebeu convites de outro menor envolvido no estupro coletivo para ir em um apartamento, mas recusou. “Eu não cheguei nem para casa dele, nem para casa do Victor Hugo. nunca fui na casa de nenhum dos dois. Eu só fui chorar agora e foi não pelo que aconteceu, mas pelo que poderia ter acontecido”, desabafa.
Em nota oficial, o Colégio Pedro II afirmou que acolhe denúncias e aplica as medidas disciplinares previstas. Sobre o recente estupro coletivo, a instituição informou a abertura de um processo que pode resultar na expulsão definitiva dos envolvidos.
Mantra Redpill
No momento da sua prisão, Simonin chamou a atenção ao chegar à delegacia vestindo uma camiseta com a frase em inglês “Regret Nothing” (Não me arrependo de nada”, em tradução literal).
A escolha da vestimenta gerou forte reação nas redes sociais. A expressão estampada na peça é frequentemente associada a fóruns e grupos misóginos na internet que disseminam discursos de ódio contra mulheres, os chamados grupos “Redpill”.
12 de março de 2026 às 05:06
12 de março de 2026 às 05:27
FOTO: DIVULGAÇÃO
A dívida externa do Brasil atingiu o maior patamar em 56 anos de registros do Banco Central (BC), totalizando US$ 397,5 bilhões em janeiro. O montante, que engloba obrigações de orgãos públicos, instituições financeiras e do setor corporativo com credores internacionais, reflete uma trajetória de crescimento ininterrupto iniciada em 2023, período em que o estoque da dívida avançou 24,4%.
De acordo com o detalhamento das estatísticas oficiais, o sistema bancário detém a maior fatia desse passivo, respondendo por US$ 159,4 bilhões (40,1% do total). Outros segmentos econômicos concentram US$ 133 bilhões (33,5%), enquanto o governo geral, que inclui as esferas federal, estadual e municipal, soma US$ 86,5 bilhões (21,7%). O próprio Banco Central é responsável pelos 4,7% remanescentes, o equivalente a US$ 18,6 bilhões.
Embora o volume total tenha batido recorde, o governo conseguiu reduzir sua dívida em moeda estrangeira em 11% na comparação com dezembro de 2024, atingindo R$ 310,6 bilhões em janeiro. Esse recuo foi influenciado pela valorização do real e pelo fato de os pagamentos de vencimentos terem superado as novas captações, apesar de o Tesouro ter captado US$ 10,8 bilhões no exterior em 2025, o maior volume em duas décadas. Por outro lado, o endividamento dos bancos cresceu 32% no último ano, e o do setor público subiu 7,7%.
Analistas de mercado ponderam que, apesar do alerta, não há um risco de insolvência iminente. O país ainda mantém reservas internacionais superiores ao estoque da dívida, embora essa margem de segurança tenha sofrido uma redução drástica. Se há uma década o saldo positivo entre reservas e obrigações ultrapassava US$ 67 bilhões, atualmente essa diferença é inferior a US$ 10 bilhões.
A pressão sobre as contas externas também é evidenciada pelo salto no déficit das transações correntes, que passou de US$ 27,1 bilhões em 2023 para US$ 69 bilhões no ano passado. Especialistas apontam que gastos com serviços digitais e investimentos em criptoativos têm impactado o balanço de pagamentos. Para 2025, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 77,7 bilhões, e a projeção é que o déficit em conta corrente recue de forma lenta, chegando a US$ 60 bilhões apenas em 2030.
Quanto ao setor privado, a avaliação é de que os débitos corporativos não configuram risco soberano direto, visto que muitas empresas operam com proteção natural contra oscilações do câmbio por possuírem receitas em moedas estrangeiras.
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